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Contas de luz disparam: veja o que mais consome energia

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Com a chegada da Bandeira Vermelha patamar 2, anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrar em vigor a partir de agosto de 2025, muitos brasileiros terão um aumento significativo em suas contas de luz e terão que buscar formas de economizar para manterem as contas equilibradas.

Contas de luz mais caras: descubra o que mais consome energia elétrica
A Bandeira Vermelha patamar 2 representa um custo adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos | Foto: Reprodução / Canva

Esse é o valor mais alto cobrado dentro do sistema de bandeiras tarifárias, utilizado para indicar o custo real da geração de energia no país.

Evitar luzes acesas sem necessidade, não demorar no banho e evitar aparelhos ligados à tomada sem estarem sendo utilizados são práticas comuns para quem quer economizar na conta de luz, mas alguns eletrodomésticos se destacam no consumo de energia.

Chamados comumente de “vilões”, os eletrodomésticos que mais consomem energia são os ar-condicionados, com consumo mensal médio de 194 kWh (uso durante 8 horas por dia), e chuveiros, com gasto médio mensal de 88 kWh (30 minutos por dia). Esses aparelhos estão no topo da lista de itens que mais pesam no bolso dos consumidores, segundo dados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

Já as geladeiras chegam como terceiro item que mais consome, tanto pela quantidade de energia que precisam para funcionar quanto pelo tempo que ficam ligadas. Uma geladeira duas portas, que opera 24 horas por dia, consome cerca de 56 kWh mensais.

A máquina de lavar roupas, por exemplo, pode consumir cerca de 22 kWh por mês se utilizada quatro vezes por semana. O ferro elétrico, muito comum nas casas brasileiras, tem um gasto médio de 15 kWh se usado três vezes por semana durante 1 hora.

O forno elétrico, embora não fique ligado constantemente, consome bastante energia quando em uso: cerca de 15 kWh mensais com uso moderado. Já a televisão, principalmente os modelos grandes e modernos (LED ou OLED), consome em média 10 a 20 kWh por mês, dependendo do tempo de uso diário.

Outro vilão silencioso é o micro-ondas, com um gasto de cerca de 10 kWh mensais. Mesmo em stand-by (modo de espera), ele continua consumindo energia, o que vale também para carregadores, roteadores e outros aparelhos eletrônicos deixados conectados à tomada continuamente.

Dicas práticas para reduzir o consumo de energia

Com a adoção da bandeira vermelha, a busca por economia de energia se torna essencial. Algumas atitudes simples no dia a dia podem ajudar a reduzir o valor da fatura mensal:

  • Aproveite a luz natural: mantenha janelas abertas durante o dia e evite acender lâmpadas sem necessidade;
  • Troque lâmpadas incandescentes por LED: mais econômicas e duram mais tempo.
  • Desligue aparelhos da tomada: itens como micro-ondas, carregadores, TVs e computadores consomem energia mesmo desligados;
  • Diminua o tempo de banho: reduzir em 5 minutos o uso do chuveiro pode gerar economia significativa;
  • Use o ar-condicionado com moderação: mantenha portas e janelas fechadas e limpe os filtros com frequência;
  • Evite abrir a geladeira frequentemente: cada vez que a porta se abre, o motor precisa trabalhar mais para manter a temperatura;
  • Lave roupas em maior quantidade de uma só vez: isso reduz o número de ciclos da máquina;
  • Passe roupas de uma só vez: evite ligar o ferro muitas vezes ao longo da semana.

O que é a Aneel e como funcionam as bandeiras tarifárias

A Aneel é o órgão regulador responsável por fiscalizar e controlar a produção, distribuição e comercialização de energia elétrica no Brasil. Criada em 1996, a agência visa garantir o fornecimento de energia com qualidade, segurança e preços justos para os consumidores.

Para manter o equilíbrio do sistema elétrico, a Aneel utiliza o modelo das bandeiras tarifárias, implementado em 2015. Esse sistema informa ao consumidor, por meio de cores, o custo da produção de energia naquele período.

As bandeiras são divididas em quatro categorias:

  • Verde: não há cobrança extra na conta de luz;
  • Amarela: adiciona R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos;
  • Vermelha Patamar 1: acréscimo de R$ 4,17 a cada 100 kWh;
  • Vermelha Patamar 2: a mais cara, com R$ 7,87 extras a cada 100 kWh.

As mudanças de bandeira ocorrem conforme a situação dos reservatórios das hidrelétricas e os custos de acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras e poluentes. Em épocas de estiagem, por exemplo, o custo da geração sobe, levando à adoção de bandeiras mais altas.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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