Custos altos, menos dinheiro
O poder de compra também caiu. Nos últimos dez anos, a porcentagem de renda que sobra após pagar despesas básicas como aluguel, alimentação e contas de luz e água caiu de 45,5% para cerca de 41,87%. Isso significa que, mesmo sem gastos extras, os brasileiros têm cada vez menos espaço no orçamento para economizar, investir ou lidar com imprevistos.
Esse aperto no orçamento tem gerado um impacto direto e profundo na saúde mental da população. Segundo a pesquisa, 72% dos participantes afirmam que a situação financeira afeta negativamente seu bem-estar emocional. Muitos relatam sintomas como ansiedade (65%), insônia (50%) e até depressão (21%).
A ansiedade relacionada ao estresse financeiro, por exemplo, teve um crescimento expressivo: aumentou 12 pontos percentuais em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2023. Esse dado mostra como a relação com o dinheiro tem deixado as pessoas em estado de constante preocupação, insegurança e frustração.
O problema, segundo especialistas, é que grande parte dessas dificuldades está ligada à falta de organização financeira. Muitas pessoas não sabem exatamente quanto ganham, quanto gastam, e muito menos conseguem se planejar para o futuro. A consequência é um ciclo contínuo de estresse, dívidas e falta de controle.


