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Como o futebol impacta os gastos dos brasileiros?

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E os ingressos caros de futebol são uma barreira

Os ingressos ainda pesam no orçamento. Um exemplo real: o Palmeiras arrecadou R$ 2,8 milhões vendendo pouco mais de 30 mil ingressos em sua estreia; o ticket médio ficou em R$ 92. No Vasco, o ticket médio foi R$ 74, com renda de R$ 1,4 milhão.

Mesmo assim, 64% dos entrevistados afirmam que se sentem parte da torcida mesmo assistindo pelos meios digitais. A TV aberta continua líder (75%), seguida pela TV fechada (55%), YouTube (42%) e streaming (31%).

Por que isso importa para as finanças?

O estudo reforça que o futebol deixou de ser apenas lazer. Já está no topo dos gastos mensais de muitas famílias, similar aos gastos com cultura e lazer. Como Schepers destaca, “o futebol entrou no bolso do brasileiro, é um gasto que faz parte da cesta do público”.

Esse comportamento chama atenção porque muitas pessoas precisam escolher entre pagar contas essenciais ou manter o hábito de acompanhar o time. A Serasa alerta que falta de reserva para acidentes e gastos inesperados é uma das principais preocupações financeiras em 2025. Gastar todo mês com futebol, sem planejamento, pode agravar situações de inadimplência.

Dicas para equilibrar paixão e orçamento

  1. Defina um limite mensal, por exemplo, até R$ 100 por mês, que é o gasto mais comum entre torcedores.
  2. Priorize gastos: camisas novas têm preço médio entre R$ 209 e R$ 370, avalie quantas peças realmente valem o investimento.
  3. Planeje viagens e ingressos: 53% já se organizam financeiramente para ir a jogos. Estabeleça um orçamento anual para isso.
  4. Avalie streaming: com 32% assistindo por pay-per-view, avalie se vale assinar várias plataformas ou optar por canais gratuitos ou abertos.
  5. Use cartão e parcelamento com consciência: evite assumir gastos que pesem no próximo mês, como alertado pela pesquisa de shows, onde 59% usam parcelamento sem juros.

O futebol é parte central da vida de milhões de brasileiros e move uma grande fatia do orçamento familiar. Gastar com camisas, ingressos ou streaming não é errado, mas exige organização. Com base na pesquisa da Serasa e Opinion Box, entendemos que 81% dos fãs gastam mensalmente, muitos destinam valores significativos e 53% se planejam financeiramente.

A paixão pelo futebol pode e deve coexistir com hábitos financeiros saudáveis. Isso significa divertir-se, torcer, vibrar e, ao mesmo tempo, manter o orçamento em dia.

*Entrevistas concedidas ao Meio&Mensagem

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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