Quando o Brasil segue ou descola de Wall Street
De acordo com Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, os Estados Unidos seguem sendo o maior centro financeiro do mundo, o que torna os mercados emergentes mais sensíveis às variações externas.
Danilo Coelho, economista e especialista em mercado de capitais, explica que bolsas ao redor do mundo apresentam correlação porque são ativos de risco. No entanto, há situações em que o mercado brasileiro reage de forma independente.
O Ibovespa pode descolar de Wall Street quando há fatores internos relevantes. A aprovação de uma reforma, a sinalização de corte de juros pelo Banco Central ou mesmo uma crise política podem direcionar os preços dos ativos no Brasil sem acompanhar o movimento externo.
Segundo Patzlaff, em momentos de instabilidade política ou fiscal, o índice pode cair mesmo que as bolsas americanas estejam em alta. Da mesma forma, notícias positivas no cenário doméstico podem sustentar ganhos locais, apesar de quedas no exterior.


