Compras de maior valor
Apesar da queda nas expectativas, houve um pequeno aumento no indicador de compras previstas de bens duráveis — produtos mais caros, como eletrodomésticos, móveis e eletrônicos. Esse subíndice subiu 1,3 ponto, alcançando 88,2 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024. Isso sugere que parte das famílias, mesmo cautelosa, ainda mantém planos de consumo para itens de maior valor.
Diferenças por renda
A pesquisa da FGV também mostrou que a confiança caiu de forma desigual entre as faixas de renda. O recuo foi mais forte nos extremos:
- Famílias com renda até R$ 2.100,00, que já sentem mais os efeitos da alta de preços no orçamento;
- Consumidores de alta renda (acima de R$ 9.600,00), que avaliam de forma mais crítica os cenários econômico e político futuros.
Nas demais faixas, a confiança se manteve praticamente estável.
Por que importa
A queda da confiança do consumidor em agosto mostra que, mesmo com alguma melhora na percepção sobre o presente, a preocupação com o futuro pesa mais. Isso pode significar que muitas famílias devem adiar compras ou gastar menos nos próximos meses.
Como o consumo das famílias representa uma parte importante da economia brasileira, a evolução desse índice é acompanhada de perto pelo governo, empresas e analistas de mercado. Se a confiança continuar baixa, pode haver impacto no crescimento econômico e na geração de empregos.


