Uso do cartão de crédito tradicional
Embora amplamente aceito, o cartão de crédito convencional não é o preferido dos especialistas. O motivo está na cobrança do IOF de 5,38% em compras internacionais, além do spread bancário, que eleva ainda mais o custo da transação.
“É preferível recorrer a cartões de instituições que oferecem taxas menores e câmbio mais competitivo. Utilizar o mesmo cartão que já serve para compras no Brasil acaba sendo mais caro”, avalia Gonçalves.
Dinheiro em espécie: riscos e cuidados
Levar valores em espécie ainda faz parte do planejamento, mas em proporção menor. O risco de roubo ou extravio, somado ao spread elevado das casas de câmbio, que pode chegar a 10%, torna a opção menos vantajosa.
De acordo com Camargo, o montante ideal varia entre US$ 500 (R$ 2.735) e US$ 1.000 (R$ 5.470), destinados a emergências e pequenos gastos. Valores acima de R$ 10 mil (aproximadamente US$ 1.828) devem obrigatoriamente ser declarados na alfândega, conforme a Receita Federal.
Além disso, há limitações para saques no exterior, que podem gerar taxas adicionais em caixas eletrônicos, dependendo da rede utilizada.
Planejamento antecipado
Especialistas reforçam que a estratégia de compras graduais de moeda, combinada ao uso de cartões digitais, contribui para reduzir riscos e custos, permitindo maior previsibilidade no orçamento da viagem. O atual patamar de R$ 5,47 representa uma oportunidade em comparação com os mais de R$ 6,00 observados no final de 2024, mas as decisões devem ser feitas com atenção às próximas movimentações do mercado internacional.
*Entrevistas concedidas ao InfoMoney.


