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Drex: o dinheiro digital que vai mudar o jeito de usar o real

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O Banco Central está desenvolvendo um novo formato para o real: o Drex, uma moeda que não terá versão em papel ou em metal, mas existirá apenas de forma digital. Esse dinheiro poderá ser movimentado por meio de aplicativos de bancos e carteiras digitais no celular, funcionando como mais uma alternativa para a população.

Drex moeda digital brasileira
O Drex não vem para substituir o Pix nem o dinheiro físico | Foto: Reprodução / Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As cédulas continuarão circulando, assim como o sistema de pagamentos instantâneos, mas a novidade amplia as opções para quem precisa realizar operações financeiras. O que garante a segurança é que o valor do Drex será sempre equivalente ao do real tradicional. Quem tiver R$ 100 em Drex poderá usar esse saldo da mesma forma que utilizaria o mesmo valor em espécie ou em conta bancária.

Diferente das criptomoedas, conhecidas por grandes variações de preço, o Drex não sofrerá mudanças repentinas de valor, pois é controlado pelo Banco Central. Essa estabilidade será um dos principais pontos para dar confiança às pessoas e às empresas.

Quando usar o Drex e quando usar o Pix

Uma dúvida comum é se o Drex terá a mesma função do Pix. Na prática, eles não competem entre si. O Pix continuará servindo para transferências rápidas e pagamentos cotidianos, como quitar a conta de energia, enviar dinheiro para um parente ou pagar o açougue.

O Drex, por sua vez, foi pensado para operações que exigem maior segurança e condições específicas. Imagine a compra de um automóvel: o comprador quer a certeza de que o documento do veículo será entregue, e o vendedor deseja receber o dinheiro sem riscos. Com o Drex, a transação poderá ser programada para acontecer apenas quando todos os requisitos forem cumpridos. Se alguma parte não cumprir sua obrigação, o negócio simplesmente não é concluído.

Essa possibilidade só existe graças aos chamados contratos inteligentes, que funcionam como regras automáticas. Eles permitem que o dinheiro seja liberado somente quando o produto ou serviço for entregue. Essa tecnologia reduz as chances de calote, diminui custos com intermediários e dá mais tranquilidade para quem participa de negociações maiores.

Segurança e privacidade no uso da moeda digital

Um dos pontos centrais do Drex é a segurança. Todas as transações serão registradas em uma rede tecnológica parecida com a blockchain, usada em outros sistemas digitais. Esse tipo de estrutura torna os dados mais resistentes a alterações e fraudes, já que as informações são verificadas em vários computadores ao mesmo tempo.

Muitos brasileiros também se preocupam com a privacidade. O Banco Central garante que o Drex seguirá as mesmas regras de sigilo bancário que já existem hoje no sistema financeiro. Isso significa que cada usuário continuará protegido pela Lei Geral de Proteção de Dados. O governo não terá acesso a cada detalhe de compra ou transferência feita pelos cidadãos. O objetivo é apenas monitorar informações gerais da economia, como já acontece atualmente.

Mais acesso a serviços financeiros

Além de facilitar transações complexas, o Drex abre a possibilidade de que produtos financeiros cheguem a mais brasileiros. Hoje, investimentos, empréstimos e seguros costumam exigir valores altos ou têm taxas que afastam boa parte da população. Com o real digital, os custos devem cair e os valores mínimos poderão ser bem menores.

Esse avanço pode permitir que pessoas invistam pequenas quantias, como R$ 10, em produtos que antes só estavam disponíveis para quem tinha muito dinheiro. Também pode baratear empréstimos ou facilitar o acesso a seguros simples. Assim, famílias que nunca tiveram a chance de usar esses serviços poderão encontrar novas oportunidades de melhorar sua vida financeira.

Quando o Drex vai chegar ao público

Atualmente, o Drex está em fase de testes com algumas instituições financeiras escolhidas pelo Banco Central. Nessa etapa, são avaliados os detalhes técnicos e a segurança do sistema. A expectativa é que, no final de 2025, parte da população já comece a experimentar o real digital em projetos-piloto.

Quando a versão definitiva estiver pronta, o Drex será integrado aos aplicativos de bancos e de carteiras digitais. Assim, quem já usa celular para movimentar dinheiro encontrará a nova opção no mesmo ambiente que utiliza para Pix ou transferências bancárias.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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