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Forbes 400: bilionários fora da lista em 2025

Poucos rankings conseguem expor o quão seletivo é o universo dos super-ricos como a Forbes 400. Em 2025, a lista dos 400 mais ricos dos Estados Unidos elevou a régua: o patrimônio líquido mínimo necessário para figurar no ranking passou para US$ 3,8 bilhões, o equivalente a R$ 20,5 bilhões, segundo a cotação do dólar em setembro. Ou seja, não basta ser bilionário para estar na lista, precisa ter de fato muito dinheiro.

Isso significa que, embora os EUA tenham hoje 900 bilionários, metade deles ficou de fora da lista. Entre os excluídos, estão celebridades globais como Taylor Swift, Kim Kardashian e o jogador de basquete LeBron James.

Leia também: Elon Musk segue como o homem mais rico dos EUA pela 4ª vez

Taylor Swift, Kim Kardashian e LeBron James estão entre os bilionários que ficaram fora da Forbes 400 em 2025 | Foto: Reprodução/Canva
Taylor Swift, Kim Kardashian e LeBron James estão entre os bilionários que ficaram fora da Forbes 400 em 2025 | Foto: Reprodução/Canva

Um corte cada vez mais alto

Em 1982, ano de estreia do ranking, bastavam US$ 100 milhões (R$ 538 milhões) para aparecer na Forbes 400. Mais de 40 anos depois, a cifra aumentou quase 40 vezes. Só de 2024 para 2025, o valor mínimo subiu US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões).

A pressão sobre os candidatos é tanta que 19 bilionários com US$ 3,7 bilhões (R$ 19,9 bilhões) ficaram a apenas um passo de entrar. Outros 11 tinham US$ 3,6 bilhões (R$ 19,4 bilhões) e também ficaram de fora.

Celebridades bilionárias, mas não o suficiente

O polêmico chefe da WWE, Vince McMahon, acumulou fortuna de US$ 3,4 bilhões (R$ 18,3 bilhões), mas ficou US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões) abaixo da linha de corte. Oprah Winfrey, com US$ 3,1 bilhões (R$ 16,8 bilhões), teria de somar mais US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) para entrar.

Taylor Swift, que entrou para o clube dos bilionários em 2023 após a turnê Eras Tour arrecadar US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões), aparece hoje com patrimônio de US$ 1,6 bilhão (R$ 8,6 bilhões), o que a deixa US$ 2,2 bilhões (R$ 11,8 bilhões) abaixo do necessário.

Kim Kardashian também não atingiu o corte, apesar do sucesso da sua marca Skims e dos investimentos via SKKY Partners. Seu patrimônio líquido é estimado em US$ 1,7 bilhão (R$ 9,1 bilhões).

Já o jogador LeBron James, primeiro atleta ativo da NBA a se tornar bilionário, soma US$ 1,2 bilhão (R$ 6,4 bilhões), distribuídos entre salários, contratos de patrocínio e sua produtora SpringHill.

Nomes promissores da tecnologia e dos investimentos

Alguns empresários que ficaram de fora da Forbes 400 chamam atenção pelo peso de suas empresas. Dylan Field, cofundador da Figma, tem US$ 2,9 bilhões (R$ 15,6 bilhões). Sua startup chegou a ser avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bilhões), mas perdeu valor após desaceleração no crescimento.

Na área de investimentos, Joe Lonsdale, sócio da 8VC e cofundador da Palantir, possui US$ 3,1 bilhões (R$ 16,6 bilhões).

Outro nome é Alexandr Wang, de 28 anos, cofundador da Scale AI. Seu patrimônio de US$ 3,2 bilhões (R$ 17,2 bilhões) reflete os contratos firmados com gigantes de tecnologia, incluindo a Meta.

Bilionários a um passo do ranking

Entre os que chegaram mais perto estão Danny Harris e Marco DeGeorge, da marca esportiva Alo Yoga, com US$ 3,7 bilhões (R$ 19,9 bilhões) cada. O mesmo valor aparece na fortuna de Dario Amodei, CEO da Anthropic, empresa de inteligência artificial avaliada em US$ 183 bilhões (R$ 998 bilhões).

Palmer Luckey, criador do Oculus e fundador da empresa de defesa Anduril, atingiu US$ 3,6 bilhões (R$ 19,3 bilhões), impulsionado pela demanda global em tecnologia militar.

Crescimento dos ultrarricos

Apesar das exclusões, a lista mostra que o topo da pirâmide econômica segue em expansão. Dos 400 integrantes da edição de 2025, mais de 90% já estavam presentes em 2024, reforçando a dificuldade de mobilidade mesmo entre bilionários.

O caso também evidencia a velocidade com que fortunas podem se valorizar ou se desvalorizar, muitas vezes de acordo com o desempenho de ações de empresas de tecnologia, contratos de entretenimento e oscilações no consumo global.

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