A relação entre dinheiro e bem-estar psicológico está cada vez mais evidente no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Creditas, em parceria com a Opinion Box, mostrou que 66% dos brasileiros reconhecem que as dívidas e a instabilidade financeira prejudicam sua saúde mental. Entre as mulheres, o índice é ainda mais elevado: 73% relataram ansiedade financeira.
O levantamento foi divulgado em setembro, mês em que a campanha Setembro Amarelo reforça a importância da conscientização sobre saúde mental. Os dados mostram que questões ligadas ao orçamento familiar, inadimplência e dificuldade de pagamento estão entre os principais gatilhos de sofrimento emocional da população.

Ansiedade, insônia e vergonha entre os endividados
Os sentimentos mais relatados pelos entrevistados refletem a pressão que o endividamento exerce no dia a dia. 50% afirmaram sentir ansiedade constante, 38% disseram que não conseguem dormir bem e 33% declararam sentir vergonha em razão das dívidas. Além disso, 31% dos participantes da pesquisa relataram sintomas de depressão relacionados à situação financeira.
Segundo o estudo, sete em cada dez pessoas endividadas preferem lidar sozinhas com os problemas de dinheiro, mesmo que isso agrave os impactos na saúde mental e nas relações familiares. Esse comportamento, segundo especialistas ouvidos no levantamento, está diretamente ligado ao tabu de falar sobre dinheiro no Brasil.
Leia também: Renda dos trabalhadores no Brasil bate recorde e chega a R$ 352,3 bilhões, aponta IBGE
Educação financeira como ferramenta de prevenção
Marcelo Leitão, gerente de Benefícios da Creditas, afirma que a educação financeira pode reduzir a ansiedade e trazer mais autonomia para os brasileiros. “Falar sobre dinheiro ainda é um tabu para muitos brasileiros, mas é justamente o diálogo que abre espaço para a transformação. A educação financeira é um antídoto contra a ansiedade financeira: quando as pessoas entendem suas finanças, ganham autonomia, tomam decisões mais conscientes e conseguem enxergar novas possibilidades para o futuro”, explica.
Para ampliar o acesso à informação, a Creditas desenvolve trilhas de conteúdo voltadas para o dia a dia. Entre os temas estão orçamento doméstico, uso consciente do crédito, planejamento familiar e investimentos. A plataforma também atua em parcerias com áreas de recursos humanos de empresas, oferecendo programas de educação financeira como benefício corporativo aos colaboradores.
O cenário da inadimplência no Brasil
De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, atualizado em agosto de 2025, o Brasil registrou 71,87 milhões de pessoas inadimplentes. Isso representa mais de 43% da população adulta do país. O valor médio das dívidas por pessoa chegou a R$4.397,00, o que corresponde a quase quatro salários mínimos.
As principais origens das dívidas são o cartão de crédito, que responde por 29,9% do total, seguido por contas básicas como luz, água e gás, que representam 22,5%. Esse cenário reforça a relação entre dificuldades financeiras e o aumento dos sintomas de ansiedade, já que muitos brasileiros enfrentam obstáculos até para quitar despesas essenciais.
Creditas e o mercado de crédito
Com 13 anos de atuação, a Creditas se consolidou como a maior plataforma de crédito online da América Latina. A empresa recebeu aportes de fundos internacionais que somam mais de R$4 bilhões (US$879 milhões) em equity. Atualmente, seu portfólio é de aproximadamente R$6,2 bilhões, segundo informações institucionais da companhia.
Os produtos oferecidos incluem empréstimos com garantia de veículos e imóveis, consignado privado, seguros e benefícios corporativos. A Creditas já ultrapassou a marca de 13 milhões de solicitações de crédito e possui valuation estimado em US$4,8 bilhões (equivalente a R$21,3 bilhões).
No mercado de capitais, a fintech realizou mais de 80 emissões, envolvendo Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs).


