Perspectivas até o fim do ano
A CNC projeta que a tendência de alta deve continuar nos próximos meses. Segundo Bentes, a expectativa é que o endividamento cresça 3,1 pontos percentuais até o final de 2025. Já a inadimplência deve subir 1,6 ponto percentual no mesmo período.
Com juros elevados e crédito mais restrito, a capacidade de pagamento das famílias segue pressionada. Ao mesmo tempo, o uso do cartão de crédito e de outras modalidades de financiamento continua crescendo, o que aumenta a probabilidade de novos atrasos e amplia os riscos para a economia doméstica.
Um retrato preocupante
O levantamento de agosto confirma um cenário de alerta para a saúde financeira das famílias brasileiras. O recorde de inadimplência e o maior nível de endividamento em quase três anos mostram que muitas pessoas estão chegando ao limite de sua capacidade de pagamento.
Ao mesmo tempo, a redução dos prazos para quitar dívidas evidencia que o crédito disponível está menos acessível e mais caro. Essa combinação de fatores pressiona ainda mais os consumidores, especialmente os de menor renda, que dependem de financiamentos e do cartão de crédito para manter as despesas do dia a dia.


