Quem sentiu mais a queda nos preços
O estudo do Ipea dividiu as famílias em seis grupos, de acordo com a renda mensal. Confira os resultados de agosto:
- Renda muito baixa (até 2.202,02 reais): -0,29%
- Renda baixa (entre 2.202,02 e 3.303,03 reais): -0,21%
- Renda média-baixa (entre 3.303,03 e 5.505,06 reais): -0,19%
- Renda média (entre 5.505,06 e 11.010,11 reais): -0,07%
- Renda média-alta (entre 11.010,11 e 22.020,22 reais): 0%
- Renda alta (acima de 22.020,22 reais): 0,10%
Isso mostra que, quanto menor a renda da família, maior foi a queda sentida nos preços. As famílias de renda mais baixa gastam boa parte do dinheiro em comida e contas básicas da casa, como energia elétrica. Em agosto, esses itens ficaram mais baratos, e isso trouxe um alívio maior.
Um dos fatores foi o chamado Bônus de Itaipu, que deu desconto na conta de luz para mais de 80 milhões de consumidores. Esse desconto ajudou a reduzir o impacto da cobrança extra da bandeira vermelha, que normalmente aumenta o valor pago a cada 100 quilowatts-hora consumidos.
Além disso, alguns alimentos ficaram mais baratos. Foi o caso dos cereais, como arroz e feijão, que tiveram queda de 2,5%. Os tubérculos, como batata e mandioca, caíram 8,1%. O café ficou 2,2% mais barato, enquanto carnes, aves, ovos e leite também registraram pequenas reduções.
Já para as famílias mais ricas, a queda desses produtos não fez tanta diferença. Isso porque, no orçamento delas, a alimentação dentro de casa e a conta de luz pesam menos. Esses lares gastam mais com serviços, como refeições em restaurantes, lazer e viagens. Em agosto, justamente esses serviços ficaram mais caros, o que compensou a queda de outros preços.


