Grupos que ficaram mais caros
Nem todos os setores tiveram queda. Quatro grupos pesquisados pelo IBGE apresentaram alta em agosto:
- Educação: 0,75%
- Vestuário: 0,72%
- Saúde e Cuidados Pessoais: 0,54%
- Despesas Pessoais: 0,40%
O maior aumento foi em Educação, puxado pelos reajustes nos cursos regulares. O ensino superior subiu 1,26% e o ensino fundamental, 0,65%. Cursos de idiomas também tiveram forte alta, de 1,87%.
No Vestuário, roupas masculinas (0,93%) e calçados (0,69%) se destacaram. Já em Saúde e Cuidados Pessoais, os maiores aumentos foram em produtos de higiene (0,80%) e nos planos de saúde (0,50%).
O grupo Despesas Pessoais subiu 0,40%, influenciado pelos reajustes em jogos de azar (3,60%). Em compensação, houve queda de 4,02% em cinema, teatro e concerto, graças à Semana do Cinema, que reduziu os preços dos ingressos.
Resultado final
No total, cinco dos nove grupos pesquisados tiveram queda em agosto:
- Habitação: −0,90%
- Alimentação e Bebidas: −0,46%
- Comunicação: −0,09%
- Transportes: −0,27%
- Artigos de residência: −0,09%
Enquanto isso, quatro tiveram alta:
- Vestuário: 0,72%
- Despesas pessoais: 0,40%
- Educação: 0,75%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,54%
Expectativas do mercado
Especialistas esperavam que a deflação fosse um pouco maior, entre −0,15% e −0,16%. O resultado final mostrou que a queda nos preços foi menor do que o previsto.
Mesmo assim, o recuo de agosto traz algum alívio para as famílias brasileiras, que vinham sofrendo com aumentos fortes em itens básicos. O destaque positivo foi a energia elétrica mais barata e os alimentos com preços menores, que ajudam diretamente no orçamento de grande parte da população.


