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Panetone brasileiro cresce nas exportações mesmo com tarifaço

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Riscos e dependências

Embora o crescimento até agosto de 2025 indique resiliência, o setor enfrenta riscos consideráveis. A tarifa de 50% nos EUA encarece o produto exportado, reduz a competitividade e pressiona margens de lucro.

Outra dependência está relacionada ao volume de exportação já negociado previamente. Muitos contratos foram fechados antes do anúncio da tarifa, o que permitiu antecipação de embarques. Contudo 75% dos embarques previstos podem estar sujeitos a custos adicionais ou cancelamentos se os importadores desistirem diante da tarifa.

A adaptação a hábitos de consumo também pesa. Os consumidores de alguns mercados preferem formatos, sabores ou embalagens diferentes, por exemplo sabores como red velvet ou amendoim nos EUA. As empresas investem nessas adaptações para manter presença competitiva.

Conversão de valores e o peso da taxa de câmbio

Considerando o dólar a R$ 5,74, cada US$ 4 por quilo exportado representa cerca de R$ 23,00 por quilo de panetone enviado para fora do país.

O faturamento de US$ 21,2 milhões em 2024 para as exportações de panetone brasileiro, convertido a R$ 5,74, corresponderia a cerca de R$ 121,9 milhões.

Com a tarifa de 50%, os custos adicionais ou preços ajustados para importador podem elevar consideravelmente o preço final, ou pressionar ainda mais a margem se a empresa decidir não repassar totalmente o custo ao consumidor.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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