Os participantes da COP30 que vão a Belém têm motivo para ficar de olho no custo de estadia e serviços. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que três itens muito usados por quem viaja — hospedagem, transporte e alimentação — registraram aumentos expressivos nos últimos 12 meses na capital paraense. Em Belém, a inflação medida pelo IPCA (Índice de preços ao consumidor) acumulou alta de 5,42% no período até setembro, ligeiramente acima da média nacional de 5,17%.
Para o visitante que busca hotel, pegar táxi para reuniões ou experimentar o açaí local, o impacto financeiro será maior do que a simples média de inflação. No segmento de hospedagem, por exemplo, o aumento foi de 24,54% nos últimos 12 meses. No táxi, a tarifa saltou 24,53%, a maior alta entre capitais no período. Até mesmo o açaí registrou alta: 18,55%.
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Impacto sobre hospedagem e transporte
No hotel, a alta de 24,54% significa que se o preço médio de uma diária há 12 meses fosse, por exemplo, R$ 300, hoje estaria em cerca de R$ 374 (300 × 1,2454). Já na tarifa do táxi, com aumento de 24,53%, se a corrida média fosse R$ 20, agora estaria em torno de R$ 24,91 (20 × 1,2453). Esses números são ilustrativos e servem para mostrar como o orçamento da viagem pode ser impactado.
Apesar da inflação global moderada, os segmentos diretamente ligados ao turismo e à visitação estão sofrendo pressão extra em Belém. A presença de milhares de delegados, jornalistas e participantes da COP30 gera maior demanda por hospedagem e transporte, o que costuma pressionar preços para cima. O IBGE destaca que, em algumas capitais, os preços para táxi praticamente não variaram — em Belém, porém, a alta foi recorde.
Alimentação local e o açaí como item de consumo
A alta de 18,55% no preço do açaí é relevante para visitantes que querem experimentar a cultura local. Se o litro (ou porção) de açaí na cidade custasse, por exemplo, R$ 15 um ano atrás, hoje estaria em cerca de R$ 17,78 (15 × 1,1855). A alta vai na contramão de frutas como banana-prata (queda de ~1%) ou melão (queda de 5,31%) no mesmo período em Belém, segundo o IBGE. Curiosamente, o sorvete registrou queda de 13,93% no período em Belém — um alívio para quem busca sobremesa ou refresco no calor amazônico (contra alta de 1,28% na média nacional).
Considerações para orçamento de viagem
Para quem vai à COP30 ou planeja passar por Belém no período, essas elevações podem significar uma carga extra no orçamento. O aumento nos itens de hospedagem e transporte pode demandar reserva antecipada e buscar tarifas fixas. Na alimentação, optar por estabelecimentos com preços definidos pode ajudar.
Mesmo para moradores locais, esses aumentos provocam pressão no custo de vida. A combinação de transporte mais caro, hospedagem mais valorizada (afeta quando familiares ou visitantes se hospedam) e refeições mais custosas torna o ambiente de consumo mais apertado.
Implicações para comércio e turismo local
Os setores de hotelaria, transporte e alimentação se beneficiam da demanda criada por eventos como a COP30. Contudo, o aumento de preços pode gerar barreiras para alguns visitantes, que podem buscar alternativas mais econômicas ou optar por cidades vizinhas. Também pode haver efeito colateral de percebido aumento de custo do destino — algo que pode afetar o turismo em média e longa prazo.
Para o comércio local, a elevação de preços em setores turísticos pode elevar receita no curto prazo, mas também exige atenção ao equilíbrio entre valor cobrado e satisfação do cliente visitante.


