Inadimplência cresce após dois anos de quedas
Os dados do Banco Central deixam claro que 2025 está sendo um ano difícil para o bolso dos brasileiros. Em anos recentes, o comportamento da inadimplência foi bem diferente:
2023: a inadimplência variou pouco, com altas pequenas entre 0,20 e 0,30 ponto percentual no ano todo.
2024: foi um ano de melhora. A inadimplência caiu em quase todos os meses, ficando entre −0,29 e −0,22 ponto percentual. O ano terminou com queda de −0,23 ponto em dezembro.
Mas, em 2025, o movimento se inverteu totalmente. O aumento não só voltou como ganhou força mês a mês:
- Janeiro: −0,07 p.p.
- Fevereiro: 0,00 p.p.
- Março: +0,08 p.p.
- Abril: +0,26 p.p.
- Maio: +0,28 p.p.
- Junho: +0,40 p.p.
- Julho: +0,60 p.p.
- Agosto: +0,74 p.p.
- Setembro: +0,67 p.p.
- Outubro: +0,83 p.p.
Ou seja: a cada mês mais pessoas entraram no atraso, e o ritmo acelerou.
O Banco Central explica que esse comportamento lembra o início de 2022, quando a taxa básica de juros, a Selic, tinha voltado para dois dígitos. Juros altos significam dívidas mais caras e, quando isso acontece, mais pessoas têm dificuldade para pagar.


