Crédito cresce, mas juros sobem junto
Mesmo com a inadimplência subindo, o crédito para famílias cresceu 1,3% em outubro, chegando a R$ 4,3 trilhões — alta de 11,3% em 12 meses. As linhas que mais aumentaram foram:
- cartão de crédito total: +2,2%
- crédito pessoal não consignado: +2,1%
- consignado privado: +9,6%
- financiamento de veículos: +1,4%
Mas o problema é que os juros também subiram.
No crédito livre:
- juros para famílias chegaram a 58,7% ao ano, puxados por modalidades caras como rotativo do cartão e cheque especial;
- para empresas, os juros alcançaram 25,2% ao ano.
O crédito direcionado — usado em áreas como habitação, rural e infraestrutura — soma R$ 3 trilhões, com alta de 1,1% no mês. Ele cresceu 0,8% para famílias e 1,7% para empresas no mês.
Novas concessões perdem força e ficam mais caras
Em outubro, o total de novos empréstimos chegou a R$ 690,8 bilhões, mas com queda nas concessões para empresas e leve aumento para famílias. As concessões diárias também diminuíram, apesar de o mês ter mais dias úteis.
A taxa média de juros das novas operações subiu para 31,9% ao ano e o spread bancário — diferença entre o que o banco paga para captar e o que cobra do cliente — chegou a 20,8 pontos percentuais.
O ICC (Indicador de Custo do Crédito), que mede o custo médio de toda a carteira ativa, avançou para 23,6% ao ano.


