Notas oficiais reforçam clima positivo entre os dois países
O governo brasileiro reagiu rapidamente ao anúncio. Em nota, o Itamaraty declarou ter recebido a decisão com “satisfação”, destacando que a retirada das tarifas é resultado direto do diálogo mantido ao longo dos últimos meses. O ministério ressaltou a coincidência de datas entre a reunião de Mauro Vieira e Marco Rubio e a retroatividade estabelecida pela Casa Branca, apontando o episódio como um sinal de avanço nas negociações.
A nota completa do Itamaraty informou que o Brasil “reitera sua disposição para continuar o diálogo como meio de solucionar questões entre os dois países, em linha com a tradição de 201 anos de excelentes relações diplomáticas”.
Também houve manifestação do Ministério da Agricultura. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, a retirada das tarifas recoloca produtos brasileiros em “condições equilibradas” de competição no mercado americano e ajuda a estabilizar preços.
No setor privado, entidades celebraram o resultado. Para o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a isenção representa um momento de “celebração”, já que o país volta a disputar o mercado em igualdade. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também divulgou nota, afirmando que a reversão das tarifas “reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos”.


