Criado em 1962, o 13º salário é um direito garantido a trabalhadores com carteira assinada no Brasil e costuma representar um alívio financeiro no fim do ano. Para muitas famílias das classes C e D, esse valor em reais é decisivo para equilibrar o orçamento, quitar dívidas ou cobrir despesas concentradas no início do ano seguinte, como impostos e material escolar.
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o pagamento do 13º injeta centenas de bilhões de reais na economia brasileira todos os anos. Esse volume de recursos ajuda a aquecer o comércio, mas também abre espaço para decisões financeiras mais estratégicas quando parte do dinheiro é direcionada ao investimento.
Leia também: Fim de ano concentra despesas e pressiona o orçamento

Quitar dívidas é o primeiro passo
Antes de pensar em investimentos, especialistas em finanças pessoais recomendam analisar a situação das dívidas. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio, mais de 70 por cento das famílias brasileiras encerraram 2024 com algum tipo de dívida, principalmente no cartão de crédito e no crediário.
O cartão de crédito rotativo é uma das modalidades mais caras do mercado. Dados do Banco Central do Brasil indicam que os juros anuais dessa linha podem ultrapassar 400 por cento ao ano, o que significa que uma dívida de mil reais pode se multiplicar rapidamente. Usar o 13º salário para eliminar ou reduzir esse tipo de débito é uma forma indireta de investimento, já que evita a perda de dinheiro com juros.