Compras online lideram, mas prazo preocupa
O comércio eletrônico segue como o principal canal de compras para o Natal. De acordo com o levantamento, 66% dos brasileiros pretendem realizar suas compras pela internet. Shoppings aparecem em seguida, com 48% das intenções, enquanto lojas de rua somam 43%.
Apesar da preferência pelo e-commerce, o prazo de entrega preocupa 68% dos entrevistados. Por isso, 35% afirmam que aproveitaram os descontos de novembro, como os da Black Friday, para antecipar as compras e evitar atrasos.
Entre as plataformas mais citadas estão o Mercado Livre, com 59% da preferência, e Shopee e Shein, ambas mencionadas por 50% dos respondentes. A Amazon aparece em 40% das citações.
Ticket médio fica entre R$ 250 e R$ 500
O controle dos gastos também aparece no valor médio que os consumidores pretendem desembolsar. Segundo 28% dos entrevistados, o tíquete médio para compras de Natal deve ficar entre R$ 250 e R$ 500. O salário mensal é apontado como a principal fonte de recursos para esses gastos, citado por 49%, seguido pela segunda parcela do 13º salário, mencionada por 24%.
Os produtos mais procurados incluem roupas e acessórios, presentes em 64% das intenções de compra. Perfumes e cosméticos aparecem em seguida, com 36%, enquanto brinquedos somam 35%.
Ceia também passa por ajustes
A cautela financeira se reflete ainda na composição da ceia de Natal. O tradicional peru continua sendo o prato mais citado, com 17% das menções. O consumo de Chester apresenta leve queda, passando de 11% em 2024 para 10% em 2025. Pernil e rabanada aparecem com 9% e 8%, respectivamente.
Pouco mais de um quarto dos entrevistados, o equivalente a 26%, afirma que pretende gastar entre R$ 250 e R$ 500 a mais do que sua rotina mensal com alimentação durante o período natalino, indicando que a celebração permanece, mas com orçamento mais controlado.
Preferência por pequenos comércios
Outro dado relevante da pesquisa aponta que 56% dos brasileiros gostariam de comprar de pequenos comércios neste Natal. A intenção reflete uma tentativa de equilibrar o consumo entre praticidade, preço e apoio ao comércio local, mesmo em um cenário de restrição financeira.
A combinação de menor disposição para gastos, priorização da família e ajustes no padrão de consumo revela um Natal marcado por decisões mais cautelosas, conforme mostram os dados levantados pela Hibou e pela Score Agency.


