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Governo projeta contratar 3 milhões de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida até 2026

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O governo federal estima chegar ao fim de 2026 com 3 milhões de moradias contratadas por meio do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A projeção foi apresentada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante encontro com jornalistas nesta segunda-feira, 8 de dezembro.

Segundo ele, o programa deve encerrar 2025 acumulando cerca de 2 milhões de unidades contratadas desde o início da atual gestão, o que significa que será necessário contratar mais 1 milhão de moradias ao longo do próximo ano para alcançar a meta.

Minha Casa, Minha Vida, projeta contratar 3 milhões de moradas até 2026
A expectativa leva em consideração o comportamento recente da construção civil, que segue em expansão, e a disponibilidade de recursos para sustentar novos financiamentos | Foto: Reprodução / Divulgação / Agência Brasil / Ricardo Stuckert

O ministro afirmou que, no momento, há condições que permitem às empresas e às famílias contratar sem receio de interrupções no fluxo de recursos, reforçando que o programa possui segurança financeira para manter o ritmo planejado.

Recursos previstos para 2026 somam verbas do FGTS, do Orçamento e da Caixa

O financiamento das moradias depende de três fontes principais de recursos: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o Orçamento da União e o fundo próprio da Caixa Econômica Federal. Para 2026, o governo informou que haverá R$ 144,5 bilhões do FGTS reservados ao setor habitacional, dos quais R$ 125 bilhões serão direcionados especificamente à habitação popular, dentro da qual se enquadram as moradias financiadas pelo Minha Casa, Minha Vida.

Além desses valores, o Orçamento Federal prevê R$ 5,5 bilhões destinados a subsidiar financiamentos da Faixa 1 urbana, grupo formado por famílias de renda mais baixa e que depende de maior participação de recursos públicos para viabilizar a compra da casa própria.

Paralelamente, a Caixa deverá disponibilizar R$ 17 bilhões para complementar subsídios e ampliar o alcance do programa. Esses subsídios funcionam como um desconto, reduzindo o valor financiado pelas famílias e permitindo que mais pessoas consigam assumir um contrato imobiliário dentro da faixa de renda que compõe o público-alvo.

Faixas de renda serão corrigidas e devem ampliar o alcance do programa

O ministro anunciou ainda que as faixas de renda do MCMV serão atualizadas no início de 2026. A Faixa 1, hoje destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2.850, deverá passar a incluir quem recebe aproximadamente dois salários mínimos.

Segundo Jader, a mudança leva em conta transformações no mercado de trabalho e busca aproximar os limites de renda do programa da realidade atual das famílias, especialmente daquelas que não conseguem acessar financiamentos tradicionais, seja por falta de renda suficiente ou por não atenderem às exigências de crédito.

A correção das faixas também pode influenciar diretamente o perfil dos novos contratos em 2026, ampliando a presença de famílias que estavam fora da elegibilidade e que agora poderão se enquadrar nos critérios. O ministro argumentou que essa atualização é necessária para manter a efetividade do programa e ajustar o desenho das políticas habitacionais às mudanças econômicas do país.

Contratações aceleram e reforçam o peso do programa na construção civil

Os dados apresentados pelo ministro mostram que o Minha Casa, Minha Vida vem registrando aumento no número de financiamentos firmados. Apenas em novembro, foram 80 mil novos contratos, número superior à média mensal de 60 mil contabilizada até o mês de outubro. A demanda mais intensa tem se concentrado na Faixa 1, que responde atualmente por cerca de um terço das contratações.

Jader afirmou que o desempenho do MCMV tem influenciado diretamente o setor da construção civil, que, segundo ele, vem contribuindo para o crescimento econômico. Em São Paulo, maior mercado imobiliário do país, 67% dos lançamentos estão vinculados ao programa, o que demonstra o peso do financiamento habitacional na atividade do setor.

Para 2026, o governo projeta manter uma média de 80 mil contratações por mês, ritmo que, se confirmado, permitirá cumprir a meta total de 3 milhões de unidades contratadas até o fim do próximo ano. O ministro também destacou que o programa deverá ampliar a oferta de moradias para a classe média, segmento que hoje possui menor participação no MCMV. A meta da pasta é chegar a 10 mil contratações nessa faixa até 2026, número superior às 6 mil atuais.

Entrega das unidades deve seguir calendário mesmo com ano eleitoral

O calendário eleitoral de 2026 traz restrições para inaugurações e anúncios de governo, mas, segundo Jader Filho, o cronograma de obras do Minha Casa, Minha Vida não deve ser afetado. A previsão divulgada pelo Ministério das Cidades indica que 60% das unidades devem ser entregues ainda no primeiro semestre, o que tende a concentrar a maioria das inaugurações antes das limitações eleitorais.

Conforme o ministro, 2026 deverá ser o ano com maior número de entregas desde o início da atual gestão, com cerca de 40 mil unidades concluídas. Antes do encerramento de 2025, o governo também pretende entregar pelo menos 2 mil moradias em diversas regiões do país. Hoje, o prazo médio entre a contratação e a conclusão das obras está entre 18 e 22 meses, segundo a pasta.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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