Renda influencia comportamento das dívidas
A pesquisa também analisou o endividamento de acordo com a renda das famílias e identificou movimentos distintos entre os grupos. Entre aqueles com renda mensal de até dez salários mínimos, houve leve redução do endividamento na passagem de dezembro para janeiro, de 73,2% para 72,8%. Já entre as famílias com renda acima desse patamar, o percentual subiu de 57% para 57,6% no mesmo período.
Na comparação anual, porém, ambos os grupos registraram aumento. Em janeiro de 2025, o endividamento atingia 71,4% entre as famílias de menor renda e 54,9% entre as de renda mais elevada. Os dados mostram que o uso do crédito avançou de forma ampla, independentemente da faixa de rendimento.
Quando o foco é a inadimplência, o cenário muda. Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, o percentual de atrasos permaneceu estável. Já no grupo de renda mais alta, houve queda de 8,8% para 8,4%, indicando maior capacidade de reorganizar o orçamento.


