Por que o começo do ano favorece a renegociação
O início do calendário financeiro costuma reunir dois fatores importantes: de um lado, consumidores pressionados por gastos acumulados; do outro, instituições financeiras interessadas em reorganizar carteiras de crédito e reduzir índices de inadimplência. Essa combinação cria um ambiente mais favorável à negociação.
Segundo estatísticas do Banco Central do Brasil (BCB), a taxa de inadimplência do sistema financeiro, que considera atrasos acima de 90 dias, ficou próxima de 4% em 2025, refletindo o peso dos juros elevados sobre o orçamento das famílias. Em linhas como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial, o custo do atraso é ainda mais alto, o que torna a renegociação uma saída para frear o crescimento da dívida.
Além disso, no início do ano, muitos bancos revisam políticas internas de crédito e limites, o que abre espaço para pedidos de ajuste, tanto para reduzir juros quanto para reorganizar prazos de pagamento.


