O carnaval é um dos períodos que mais movimentam a economia brasileira. Em 2026, a festa deve gerar cerca de R$ 14,5 bilhões em receitas, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), impulsionada pelo turismo, comércio e serviços. Mas, junto com o aumento do consumo, cresce também o número de golpes financeiros, especialmente os que envolvem pagamentos digitais.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, entre julho de 2024 e junho de 2025, aproximadamente 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes, com prejuízos estimados em quase R$ 29 bilhões. Durante grandes eventos, como o carnaval, esse risco tende a aumentar.
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Fraudes se intensificam durante a folia
Um levantamento da Serasa Experian aponta que, no período carnavalesco, ocorre uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos no país. Os golpes envolvem principalmente:
- Uso indevido de dados pessoais;
- Clonagem ou roubo de celulares;
- Fraudes em Pix, cartões e maquininhas de pagamento.
O ambiente de festa, aglomeração e pressa favorece a ação dos criminosos, que exploram distração e senso de urgência para enganar as vítimas.
Golpistas usam urgência como armadilha
De acordo com Gilberto Reis, diretor de operações da empresa de tecnologia Runtalent, a maioria das fraudes começa com mensagens que pressionam a vítima a agir rápido.
“Pedidos urgentes, promoções imperdíveis ou alertas de bloqueio de conta são sinais clássicos de golpe. O criminoso quer que a pessoa não pense antes de clicar ou pagar”, alerta em entrevista a Forbes.
Cuidados ao usar celular e internet na rua
Um dos principais riscos durante o carnaval é o uso de redes Wi-Fi públicas, comuns em bares, eventos e locais turísticos. Essas conexões podem ser falsas ou inseguras. A recomendação é:
- Evitar acessar aplicativos bancários ou fazer pagamentos em redes públicas;
- Confirmar se o nome da rede Wi-Fi é realmente do estabelecimento;
- Desativar a conexão automática do celular;
- Se o nome da rede mudar repentinamente, não se conectar.
Atenção redobrada com Pix e pagamentos
O Pix se tornou um dos principais alvos de golpes. Antes de confirmar qualquer transação, é importante:
- Conferir o nome do destinatário;
- Verificar o CNPJ ou CPF de quem vai receber;
- Desconfiar de pedidos de pagamento feitos por links enviados por mensagens.
No caso de boletos, é essencial checar se a linha digitável corresponde ao emissor correto e se os dados batem com a cobrança esperada.
Dicas simples que ajudam a evitar prejuízos
Algumas medidas básicas podem reduzir bastante o risco de cair em golpes:
- Ativar a autenticação de dois fatores em e-mails, redes sociais e aplicativos bancários;
- Criar senhas fortes, sem datas de nascimento ou sequências óbvias;
- Não repetir a mesma senha em vários serviços;
- Não compartilhar códigos de verificação recebidos por SMS ou aplicativos;
- Evitar concluir pagamentos por links recebidos; prefira sempre o site oficial ou o app do banco.
Planejamento também é proteção
Além de cuidar do orçamento e planejar como usar o celular, os meios de pagamento e os aplicativos durante o carnaval são uma forma de proteção financeira. Com atenção e alguns cuidados simples, é possível aproveitar a festa sem transformar a diversão em dor de cabeça.


