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Entenda as mudanças no vale-refeição e vale-alimentação

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O que muda para o trabalhador?

Para quem usa VR ou VA, o valor do benefício não muda. A principal novidade é a promessa de maior liberdade de uso. Pois a partir de 10 de maio começa a transição para compatibilidade e em novembro, qualquer cartão do PAT deverá funcionar em qualquer maquininha do país.

Hoje, muitos cartões funcionam apenas em maquininhas específicas. No entanto, é importante que os usuários saibam que o benefício continua restrito à compra de alimentos.

O que muda para restaurantes e supermercados?

Os estabelecimentos passam a ter que lidar com taxas menores, um prazo reduzido de pagamento reduzido para até 15 dias e mais possibilidade de aceitar diferentes bandeiras. O governo argumenta que muitos comerciantes deixavam de aceitar VR e VA devido às taxas elevadas. Se as taxas realmente caírem, o fluxo de caixa pode melhorar.

O que muda para as operadoras?

As operadoras terão que:

  • Respeitar os novos limites de tarifas;
  • Cumprir prazos menores de repasse;
  • Integrar os sistemas para permitir interoperabilidade.

O decreto também proíbe práticas como:

  • Bonificações;
  • Devolução de parte do valor às empresas contratantes;
  • Ações promocionais financeiras.

Segundo o governo, essas práticas distorciam a concorrência.

Por que o governo decidiu mudar as regras?

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o objetivo é:

  • Modernizar o PAT, que completa 50 anos em 2026;
  • Reduzir concentração no mercado;
  • Ampliar a rede de aceitação;
  • Garantir que o benefício cumpra função social.

O governo estima que as mudanças podem gerar economia de até R$ 8 bilhões por ano e ampliar o número de estabelecimentos que aceitam o benefício de 743 mil para 1,82 milhão.

Por que há disputa na Justiça?

Grandes operadoras como Ticket, VR, Pluxee e Alelo obtiveram liminares que suspendem parte das exigências. Elas argumentam que o governo extrapolou seu poder ao impor limites de taxas por decreto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à Justiça a derrubada dessas decisões. O recurso foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Segundo o governo, as liminares não suspendem o decreto como um todo, apenas afastam sanções em pontos específicos.

O que acontece com contratos antigos?

Contratos que não estiverem adequados às novas regras, não podem ser prorrogados e precisam ser adaptados dentro dos prazos (90, 180 ou 360 dias). As empresas que descumprirem as normas podem sofrer multas, descredenciamento do PAT e perda da isenção fiscal.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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