Seguro-desemprego e salário-família também mudam
O seguro-desemprego acompanha o novo salário mínimo e nenhuma parcela pode ser inferior a R$ 1.621. O valor máximo do benefício passou para R$ 2.518,65, sendo calculado de acordo com a média dos salários recebidos nos meses anteriores à demissão. Esse reajuste entrou em vigor ainda em janeiro, seguindo a correção pelo INPC.
Já o salário-família, pago a trabalhadores de baixa renda com filhos ou dependentes, foi atualizado para R$ 67,54 por dependente. O benefício é destinado a quem recebe até R$ 1.980,38 por mês, considerando o salário bruto.
Contribuições ao INSS sobem com o novo piso
O reajuste do salário mínimo também altera os valores das contribuições previdenciárias. Para trabalhadores com carteira assinada, as alíquotas seguem o sistema progressivo, aplicado por faixas de salário. Quem ganha até R$ 1.621 contribui com 7,5%. Já salários mais altos têm descontos que variam de 9% a 14%, conforme a faixa.
Para contribuintes individuais, como autônomos, facultativos e microempreendedores individuais (MEI), os valores mensais também foram atualizados. No plano normal, com alíquota de 20%, a contribuição passou a ser de R$ 324,20. No plano simplificado, de 11%, o valor é de R$ 178,31. Já as opções de baixa renda e MEI, com alíquota de 5%, ficaram em R$ 81,05.
Referência central da economia brasileira
Mais do que um valor básico de remuneração, o salário mínimo funciona como uma das principais referências econômicas do país. Previsto na Constituição Federal, ele define o menor valor que pode ser pago a um trabalhador formal e serve de base para uma ampla rede de benefícios sociais e trabalhistas.
A cada reajuste, bilhões de reais circulam pela economia, influenciando o consumo das famílias, os custos das empresas e o equilíbrio das contas públicas. Nos últimos cinco anos, o salário mínimo acumulou ganhos reais, com aumentos acima da inflação, o que ajudou a preservar o poder de compra da população de menor renda.


