O mercado de segunda mão deixou de ser um nicho de brechós informais para se tornar o protagonista da economia global nos próximos anos. Segundo projeções da McKinsey & Company, esse setor deve crescer até três vezes mais rápido que o mercado primário (de itens novos) até 2027.
O que estamos vendo não é algo passageiro, mas uma mudança estrutural no consumo: a revenda agora é um pilar estratégico de sustentabilidade e, principalmente, de lucro para as grandes marcas.
O grande salto aconteceu porque as barreiras que antes afastavam o consumidor, como o medo de falsificações ou produtos em mau estado, foram derrubadas por tecnologias de rastreamento e plataformas especializadas que garantem a autenticidade.
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Hoje, marcas de luxo que antes ignoravam o mercado de usados estão criando seus próprios ecossistemas de revenda. Elas perceberam que manter o controle sobre o ciclo de vida do produto ajuda a manter a exclusividade e prova que seus itens são ativos que não perdem valor com o tempo.
Para se ter uma ideia da força desse movimento, nos EUA e na China, cerca de 80% dos consumidores usam o mercado de segunda mão como um “test-drive”. Eles compram um item usado para conhecer a marca antes de investir em um produto novo na loja oficial. Ou seja, a revenda virou a porta de entrada para o mercado de luxo, servindo como um termômetro real da demanda e do desejo por uma grife.


