O turismo internacional brasileiro segue em trajetória de crescimento e já acumula um dos melhores desempenhos da história. Entre janeiro e maio de 2026, os turistas estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil, estabelecendo um novo recorde para o período, segundo dados do Banco Central, compilados e divulgados pelo Ministério do Turismo.
O resultado representa um crescimento de 11% em relação aos cinco primeiros meses de 2025, quando os visitantes internacionais movimentaram R$ 22,6 bilhões na economia brasileira. O avanço reforça a recuperação do setor e amplia sua importância como gerador de renda, empregos e investimentos.
Maio registra alta de 19% no faturamento do turismo
O desempenho geral foi impulsionado por um mês de maio histórico. Somente no quinto mês de 2026, os gastos dos turistas internacionais chegaram a R$ 4,08 bilhões, o maior valor já registrado para o período. O montante representa uma alta de 19% em comparação com maio de 2025, quando o país arrecadou R$ 3,42 bilhões com visitantes estrangeiros.
Além do aumento nas despesas, o fluxo de turistas também cresceu. Em maio, o Brasil recebeu 486.262 visitantes internacionais, o que representa o melhor resultado da série histórica para o mês e um avanço de 5,4% sobre igual período do ano passado. No acumulado de janeiro a maio, o país recebeu quase 5 milhões de turistas estrangeiros, mantendo o elevado patamar alcançado em 2025.
Uma análise detalhada desses indicadores financeiros revela três pontos fundamentais sobre o comportamento econômico atual:
- No acumulado de janeiro a maio, a arrecadação subiu de R$ 22,6 bilhões em 2025 para R$ 25 bilhões em 2026, gerando um crescimento de 11% que aumenta diretamente a liquidez em moeda estrangeira no mercado nacional.
- No recorte mensal de maio, o faturamento saltou de R$ 3,42 bilhões para R$ 4,08 bilhões, um crescimento de 19% que indica forte atividade mesmo em um período considerado de baixa temporada.
- O fluxo de turistas em maio subiu de aproximadamente 461 mil para 486.262 visitantes, uma alta de 5,4% que demonstra que o gasto médio por turista cresceu de forma mais expressiva do que o volume de pessoas, qualificando o perfil do consumo.

Como é feito o levantamento do Banco Central
Os números divulgados têm como base as estatísticas do Banco Central, que acompanham a entrada de moedas estrangeiras provenientes dos gastos realizados por turistas durante sua permanência no Brasil.
O levantamento considera despesas com hospedagem, alimentação, transporte, passeios turísticos, compras, lazer, entretenimento e demais serviços consumidos durante a viagem.
Esses valores integram a conta de viagens internacionais do balanço de pagamentos brasileiro e são utilizados para medir o impacto econômico do turismo receptivo.
Impacto macroeconômico na economia brasileira
O recorde vai além do setor turístico e tem efeitos diretos sobre diversos segmentos da economia. Entre os principais impactos estão o aumento da entrada de dólares no país, o fortalecimento da balança de serviços, a geração de empregos em hotéis, bares, restaurantes e transporte, além do crescimento da arrecadação de impostos e do estímulo aos investimentos em infraestrutura.
Especialistas destacam que o turismo possui um elevado efeito multiplicador. Na prática, cada real gasto pelo turista estrangeiro gera novos negócios na cadeia produtiva local, movimentando setores como aviação, comércio, cultura, eventos, gastronomia e economia criativa, além de atuar como uma força de alívio sobre a cotação do dólar devido à maior oferta de moeda estrangeira.
Destinos brasileiros mais procurados no exterior
Grande parte da movimentação financeira está concentrada em destinos já consolidados internacionalmente. Entre os principais polos turísticos do Brasil estão o Rio de Janeiro, com o Cristo Redentor e seu calendário de eventos, Foz do Iguaçu, São Paulo voltada ao turismo de negócios, Salvador, Florianópolis e Fernando de Noronha. Destacam-se também regiões de forte apelo natural como os Lençóis Maranhenses, o Pantanal, a Amazônia e Bonito.
O país também vem ampliando sua oferta de ecoturismo, turismo de aventura, turismo gastronômico e experiências ligadas à sustentabilidade, segmentos cada vez mais valorizados pelo mercado internacional.
Esse desempenho ocorre após uma sequência de recordes no turismo receptivo brasileiro, impulsionado por ações de promoção internacional da Embratur, ampliação da conectividade aérea e a recuperação do mercado global de viagens.