Investimentos representam a maior parte da riqueza
O levantamento também mostra como é formado o patrimônio das famílias brasileiras. Segundo o estudo, 73,3% da riqueza bruta está aplicada em ativos financeiros, como investimentos, ações, aplicações bancárias e previdência privada. Esse percentual é superior ao observado em países desenvolvidos, como Alemanha e Japão.
Ao mesmo tempo, o Brasil aparece como o país em que as dívidas têm o maior peso sobre o patrimônio das famílias. Elas representam 23,4% da riqueza bruta, reduzindo o patrimônio líquido da população.
O relatório lembra ainda que ser milionário não significa ter esse valor disponível em dinheiro. O patrimônio líquido inclui imóveis, empresas, investimentos financeiros, aplicações, previdência e outros bens. Depois disso, são descontadas todas as dívidas. Dessa forma, uma pessoa pode ultrapassar a marca de US$ 1 milhão porque o imóvel onde mora se valorizou ou porque seus investimentos cresceram ao longo dos anos, sem necessariamente possuir esse valor em dinheiro para gastar.
Como o estudo foi elaborado?
O Global Wealth Report é publicado anualmente há 17 anos pelo UBS e acompanha a evolução da riqueza da população adulta em 56 países e territórios, que concentram mais de 92% da riqueza mundial.
Para elaborar o levantamento, o banco utiliza informações de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Organização das Nações Unidas (ONU), além de dados de bancos centrais e institutos nacionais de estatística.
O estudo considera o patrimônio líquido dos adultos, somando todos os bens e investimentos e descontando as dívidas para chegar ao valor final da riqueza de cada pessoa.


