Reunir amigos e familiares para assistir aos jogos da Seleção Brasileira costuma vir acompanhado de churrasco, petiscos e bebidas. Mas quem pretende manter a tradição nesta Copa vai precisar preparar um orçamento um pouco maior do que em 2022.
Levantamentos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e da Scanntech mostram que vários produtos típicos das confraternizações ficaram mais caros nos últimos anos.

Apesar disso, ainda é possível organizar um encontro completo sem gastar tanto. A escolha das carnes, das bebidas e até dos acompanhamentos pode fazer diferença na conta final.
O que mais encareceu?
Entre dezembro de 2022, quando aconteceu a Copa do Catar, e abril de 2026, a inflação acumulada medida pelo IPC-Fipe foi de 13,8%. Alguns produtos tradicionais, porém, tiveram aumentos ainda maiores. O carvão vegetal lidera a lista, com alta de 26,1%, justamente um dos itens indispensáveis para quem prepara churrasco.
As bebidas também ficaram mais caras, já que os refrigerantes acumulam aumento de 22,9%, enquanto a cerveja subiu 14,2% e o vinho ficou 15,5% mais caro.
Nos petiscos, os salgadinhos registraram alta de 14%, seguidos pelo presunto, com aumento de 12,2%, e pela muçarela, que avançou 9,7%.
Outro levantamento, feito pela Scanntech com base em cupons fiscais emitidos em supermercados de todo o país, mostra um cenário parecido. Desde a última Copa, refrigerantes e sucos ficaram, em média, 30% e 32% mais caros, respectivamente. A cerveja acumula alta de 19%.
Entre os alimentos, a salsicha enlatada aumentou 26%, os chips ficaram 21% mais caros, a pipoca de micro-ondas subiu 20% e o amendoim teve alta de 17%.
E a carne?
A carne continua sendo o principal gasto de um churrasco e também ficou mais cara nos últimos anos. Segundo a Fipe, as carnes bovinas acumulam alta de 21,4% desde a Copa de 2022. No entanto, alguns cortes tiveram reajustes menores. A picanha, por exemplo, subiu 8,5%, enquanto o filé mignon avançou 11,7%.
Já a Scanntech aponta aumento aproximado de 9% para a carne bovina no período. O frango ficou cerca de 18% mais caro e o pão de alho registrou alta de 15%.
Em maio, as carnes também estiveram entre os alimentos que mais pressionaram a inflação, com aumento de 1,39%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Dá para economizar sem abrir mão do churrasco?
Mesmo com os preços mais altos, a resposta é sim. Os levantamentos indicam que os maiores gastos costumam estar ligados aos cortes mais nobres e às bebidas. Por isso, optar por carnes mais acessíveis pode reduzir bastante o valor da compra.
Frango e carne suína continuam sendo alternativas para montar uma grelha variada, enquanto cortes bovinos menos caros ajudam a manter o churrasco sem depender exclusivamente da picanha ou do filé mignon.
Outra estratégia é reduzir a quantidade de itens industrializados. Salgadinhos, petiscos prontos e bebidas registraram algumas das maiores altas dos últimos anos e podem representar uma parte significativa da conta.
Os preços podem variar bastante entre supermercados, regiões do país e marcas escolhidas. No caso das carnes, o corte também influencia diretamente no valor final. Já bebidas e petiscos costumam apresentar diferenças importantes de preço entre uma rede e outra. Por isso, pesquisar antes de fazer as compras pode ajudar a reduzir os gastos, principalmente quando a confraternização reúne muitas pessoas.
O importante continua sendo a reunião
Os dados mostram que manter a tradição de assistir aos jogos da Seleção Brasileira com churrasco ficou mais caro desde a última Copa. Ainda assim, com algumas escolhas diferentes e atenção aos preços, é possível organizar um churrasco completo sem comprometer tanto o orçamento. Adaptar o cardápio, substituir alguns produtos e comparar valores entre estabelecimentos pode fazer diferença na hora de fechar a conta.


