Contas em atraso permanecem estáveis
O levantamento também analisou a situação das famílias que já deixaram de pagar alguma conta dentro do prazo. Em junho, 29,9% dos entrevistados disseram ter dívidas vencidas, repetindo exatamente o índice registrado em maio.
Já a parcela de consumidores que afirmou não ter condições de quitar essas contas apresentou uma pequena queda, passando de 12,3% para 12,2%. Para a CNC, esses resultados mostram que, apesar do grande número de famílias endividadas, parte dos consumidores conseguiu manter a situação financeira sob controle nos últimos meses.
Outro dado considerado positivo foi a redução do tempo médio de atraso das dívidas, que caiu para 64,8 dias. Além disso, 48,9% das famílias com contas atrasadas disseram estar devendo há mais de 90 dias. Esse foi o menor percentual registrado em 2026.
A pesquisa também apontou que o comprometimento médio da renda com o pagamento de dívidas permaneceu em 29,3%, enquanto 33,3% das famílias continuam com empréstimos ou financiamentos contratados por prazo superior a um ano.
Segundo a CNC, prazos maiores costumam reduzir o valor das parcelas mensais, o que ajuda a aliviar o orçamento.


