Famílias de menor renda enfrentam mais dificuldades
Os dados mostram que o peso das dívidas é maior entre quem tem renda mais baixa. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, 84,7% possuem algum tipo de dívida.
Nesse grupo, 38,3% têm contas em atraso e 17,6% afirmam que não conseguem pagar esses débitos. Já entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, 71,4% disseram estar endividadas.
Nesse grupo, 15,4% possuem contas atrasadas e apenas 5% afirmaram não ter condições de quitar os valores pendentes. A pesquisa também mostrou diferenças entre as faixas de renda na comparação entre maio e junho.
O maior aumento do endividamento ocorreu entre quem recebe de três a cinco salários mínimos, passando de 83,1% para 83,7%. Em sentido contrário, entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o percentual caiu de 79,6% para 78,3%.
Segundo a CNC, o mesmo movimento foi observado nas contas em atraso: onde o endividamento aumentou, a inadimplência também cresceu; já nos grupos em que o uso do crédito diminuiu, o número de contas atrasadas também recuou.


