Trabalhador gastou menos tempo para comprar a cesta
A redução no preço dos alimentos também diminuiu o esforço necessário para comprar a cesta básica. Em julho, o trabalhador precisou, em média, de 100 horas e 24 minutos de trabalho para adquirir os produtos nas 27 capitais pesquisadas.
Em junho, eram necessárias 105 horas e 51 minutos. Já em julho de 2025, a jornada média necessária era de 103 horas e 40 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, depois do desconto de 7,5% referente à Previdência Social, a cesta consumiu, em média, 49,34% da renda do trabalhador que recebe o piso nacional. Em junho, essa parcela era de 52,02%. No mesmo mês de 2025, o percentual correspondia a 50,94%.
Com base na cesta mais cara, registrada em São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.687,01 em julho. O valor corresponde a 4,74 vezes o salário mínimo de R$ 1.621.
Em junho, a estimativa era de R$ 8.110,92, equivalente a cinco vezes o salário mínimo. Em julho de 2025, o valor considerado necessário era de R$ 7.274,43, ou 4,79 vezes o piso de R$ 1.518 vigente naquele período.


