Uma carreira que começou em uma infância simples
Antes de construir esse patrimônio, Dolly teve uma infância marcada por dificuldades. Nascida em 1946, no Condado de Sevier, no Tennessee, ela era a quarta de 12 filhos de um agricultor sem terras.
Foi dentro de casa que a cantora teve os primeiros contatos com a música. A mãe ensinava hinos e canções folclóricas aos filhos, e Dolly aprendeu a tocar instrumentos como violão e banjo. Ainda criança, começou a se apresentar no rádio e lançou seu primeiro compacto em 1959.
O primeiro grande avanço profissional veio em 1967, quando ela foi contratada para participar do programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu diversos sucessos em dueto, mas a carreira solo de Dolly ganhou cada vez mais espaço.
Em 1974, ela decidiu deixar o programa para se dedicar à própria carreira. Foi nesse momento que escreveu “I Will Always Love You” como uma homenagem de despedida a Wagoner. A música alcançou o topo da parada country duas vezes antes de se tornar um fenômeno pop na voz de Whitney Houston.
Música, cinema e reconhecimento
Ao longo da carreira, Dolly transitou por diferentes estilos musicais, passando pelo country, pop, bluegrass e pela era disco. Suas composições também abordaram temas como pobreza, gravidez na adolescência e dificuldades enfrentadas por mulheres no mercado de trabalho.
Entre seus trabalhos estão ainda “Islands in the Stream”, parceria com Kenny Rogers, e o projeto “Trio”, gravado com Emmylou Harris e Linda Ronstadt. Suas músicas também foram regravadas por artistas como Beyoncé e Tina Turner.
O reconhecimento veio tanto do público quanto da indústria musical. Dolly recebeu 55 indicações ao Grammy e venceu 10 vezes, tornando-se a terceira mulher mais indicada na história da premiação, atrás apenas de Beyoncé e Taylor Swift.
A cantora também entrou para os Halls da Fama do Country e do Rock & Roll, consolidando uma trajetória que ultrapassou a música e alcançou diferentes áreas do entretenimento.
O patrimônio que também virou legado
A filantropia ocupou um espaço importante na trajetória de Dolly. Em 1995, ela criou a Imagination Library para incentivar o hábito da leitura e homenagear seu pai.
O programa cresceu ao longo dos anos e já distribuiu mais de 200 milhões de livros gratuitos para crianças. Em 2023, foi ampliado para permitir que todas as crianças com menos de cinco anos na Califórnia recebessem um livro gratuito pelo correio todos os meses.
Dolly também fez doações para outras iniciativas. Em 2020, destinou US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,2 milhões, ao Vanderbilt University Medical Center, fundo que ajudou diretamente no financiamento e desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 da Moderna.
Esse histórico faz com que o destino de sua fortuna não esteja relacionado apenas aos familiares. A possibilidade de doações a instituições e causas apoiadas pela cantora também é apontada pela imprensa internacional, embora os detalhes dependam do testamento.


