Profissionais da Geração Z são os que gastam os benefícios corporativos mais rapidamente, segundo levantamento da Caju, empresa de tecnologia para benefícios, despesas corporativas e gestão de benefícios. Nos primeiros cinco dias após o recebimento, os trabalhadores de 14 a 29 anos já utilizaram 30,4% do saldo disponível.
O estudo analisou dados de 1,3 milhão de usuários da Caju, que atende cerca de 70 mil empresas em todo o Brasil. Entre os Millennials, de 30 a 45 anos, o percentual gasto no mesmo período foi de 28,7%. Já entre os Baby Boomers, de 62 a 80 anos, chegou a 24,7%.
Apesar de consumirem uma parcela maior do saldo logo no começo do mês, os profissionais mais jovens também recebem menos benefícios corporativos, em média. O valor mensal da Geração Z é de aproximadamente R$ 758. Por volta de 16,8% abaixo da média geral.

Jovens concentram gastos em poucos dias
Outro dado do levantamento ajuda a entender o ritmo de utilização dos benefícios. A Geração Z gasta, em média, R$ 22,17 por dia. Entre os Millennials, o valor chega a R$ 26,68, enquanto os Baby Boomers desembolsam R$ 24,68 diariamente.
A Caju aponta, porém, que os trabalhadores não costumam utilizar o saldo todos os dias. Os gastos ficam concentrados em cerca de sete dias diferentes ao longo do mês, o que faz o valor desembolsado em cada um desses dias ficar entre aproximadamente R$ 100 e R$ 110.
Com um saldo médio menor e uma concentração maior das despesas no começo do mês, os dados mostram diferenças no modo como cada geração utiliza os benefícios oferecidos pelas empresas.
Para os trabalhadores mais jovens, o auxílio-alimentação é a categoria mais usada e responde por 42,3% das transações. Na sequência aparecem transporte, com 15,4%; alimentação tradicional, com 15,3%; e refeição, com 12,8%.
Celular ganha espaço entre os benefícios
A diferença não aparece apenas na velocidade com que o saldo é utilizado, mas também na forma escolhida para fazer os pagamentos. Enquanto as gerações mais velhas ainda apresentam maior uso físico, os profissionais mais jovens concentram suas transações em ferramentas digitais.
Entre os trabalhadores de 14 a 29 anos, o cartão virtual representa 59,2% das transações de benefícios. As carteiras digitais aparecem em 44,2% das compras realizadas pelo grupo.
O uso de carteiras digitais entre os jovens cresceu 122,5% no primeiro semestre de 2026, segundo o levantamento. O resultado reforça o papel do celular no acesso dessa geração a serviços financeiros e no uso dos benefícios recebidos por meio das empresas.
Quem é a Geração Z no mercado de trabalho
Os dados da Caju também ajudam a dimensionar o grupo analisado. Atualmente, o Brasil tem 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos. Desse total, 13,9 milhões trabalham, enquanto 4,3 milhões conciliam estudo e trabalho. Outros 12,8 milhões apenas estudam e 6,2 milhões não estudam nem trabalham.
A pesquisa da Caju considera uma faixa etária um pouco mais ampla para definir a Geração Z, de 14 a 29 anos. Nesse grupo, o levantamento mostra um padrão de utilização dos benefícios marcado por gastos mais concentrados no início do mês e maior presença de pagamentos digitais.


