Empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos ou pelos impactos da guerra no Oriente Médio já podem buscar crédito do Plano Brasil Soberano, que disponibiliza R$ 22,6 bilhões em financiamentos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira, 17 de setembro, o protocolo para que empresários verifiquem se podem participar do programa e façam a habilitação.
Além dos negócios diretamente atingidos pelas tarifas americanas e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, o programa também contempla empresas de setores considerados estratégicos para a economia brasileira, como fertilizantes, minerais críticos, máquinas e equipamentos, indústria química, farmacêutica, automotiva e têxtil.

Quem pode pedir o crédito do Brasil Soberano?
Esta é a terceira fase do Plano Brasil Soberano, criado em 2025 como uma resposta do governo brasileiro à sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais.
A segunda versão do programa foi lançada em março de 2026 e ampliou o público para incluir empresas afetadas pela guerra no Oriente Médio. Agora, a nova etapa divide os possíveis beneficiários em três grupos.
O Grupo 1 reúne empresas exportadoras de bens e seus fornecedores que foram afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos.
Já o Grupo 2 inclui empresas de setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior ou estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Entre os segmentos citados estão os setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de minerais críticos e de máquinas e equipamentos.
O Grupo 3 contempla empresas exportadoras de bens e seus fornecedores que vendem para países do Golfo Pérsico. A lista inclui Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Para empresas que buscam o crédito por terem sido afetadas pelo tarifaço americano ou pelo conflito no Oriente Médio, existem condições específicas de enquadramento. Uma delas é ter pelo menos 1% do faturamento vindo do comércio com os países envolvidos.
Como saber se sua empresa pode participar?
Antes de solicitar o financiamento, o empresário pode consultar a elegibilidade da empresa no site do programa. A análise permite verificar se o negócio se enquadra nas regras desta terceira fase.
Os recursos podem ser utilizados em diferentes necessidades da empresa, incluindo capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e projetos de investimento.
Os juros variam de 4,3% a 17,5% ao ano. A taxa depende de fatores como o porte da empresa e a finalidade para a qual o dinheiro será utilizado.
A habilitação e as condições detalhadas do financiamento estão disponíveis nos canais do BNDES. A consulta é importante porque o enquadramento e as condições variam de acordo com o grupo ao qual a empresa pertence e com a finalidade do crédito.


