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Geração Z: é possível um futuro com estabilidade?!

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Está nos corredores das universidades, nos escritórios de startups e nas mesas de jantar de lares por todo o mundo: o futuro da Geração Z. Sim, aquela que dança, roda e serpenteia, nascida entre 1995 e 2010. Aquela em que faço parte, forjada na familiaridade digital e de uma confiança que impressiona…

E que por trás da desenvoltura tecnológica, apresenta uma fragilidade que não podemos ignorar: os desafios que ameaçam nossa saúde mental individual e coletiva, nossas perspectivas de futuro e identidade.

Jovens da Geração Z discutindo o futuro e desafios atuais
De acordo com um levantamento recente da WeWork, em 2025, 25% da força de trabalho global será da geração Z | Foto: Reprodução/Canva

Afinal de contas, com uma crise climática, a instabilidade econômica e um mercado de trabalho precarizado, são estes os obstáculos que se erguem diante de nós, testando a resiliência e a capacidade de adaptação. Neste ano, representaremos pouco mais 25% da força de trabalho global, de acordo com um levantamento recente da WeWork parceria com a consultoria PageGroup, que ouviu as opiniões de mais de 10 mil profissionais em 5 países da América Latina, o que torna ainda mais urgente a necessidade de compreendermos seus anseios e angústias.

Aqui mora o desafio: fomos criados para ter um futuro palpável e possível, mas nos entregaram dilemas que serão impossíveis de serem resolvidos a curto e médio prazo. Imbuídos de uma busca por propósito, um trabalho que faça sentido e por um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, esbarramos na dura realidade de baixos salários iniciais, dívidas precoces e uma competição acirrada, onde a inteligência artificial surge como um concorrente implacável – apesar de anos entregues a formação acadêmica. Não, não estou dizendo que o tempo e a energia gasta foi em vão. Mas confesso que esperava um pouco mais do que a informalidade e o home office. 

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Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

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