Qual a construção do nosso futuro?
Não é incomum flagrar a dependência, ainda que velada, de muitos em relação aos pais. O apoio financeiro e emocional se torna um porto seguro em meio a tantas incertezas. O que também mostra uma dependência maior e mais alargados de nossos mais velhos, muitos deles sobrevivendo em um país de realidades distintas e que paga muito pouco ao contribuinte de toda uma vida.
Lanço um questionamento: será que a Geração Z está fadada a ser apenas mais uma engrenagem em um sistema que valoriza o lucro acima de tudo? Ou seremos capazes de subverter a lógica do mercado, reinventar o mundo do trabalho e de construir um futuro mais justo e sustentável para todos?
Acredito que a resposta reside na capacidade de nos unirmos. É preciso questionar as leis trabalhistas arcaicas, combater a precarização e exigir políticas públicas que incentivem a criação de empregos dignos e que garantam o bem-estar de todos. Temos como potencial ser a força motriz de uma transformação profunda, mas precisamos despertar para a urgência do momento e assumir o protagonismo na construção de um futuro que valha a pena ser vivido.
Não é disso que serve a vida?


