Morar na Europa pode ser mais acessível do que muitos imaginam, especialmente em pequenas cidades e vilarejos que estão enfrentando o desafio de populações em declínio. Em uma tentativa de revitalizar essas regiões e incentivar novos moradores, alguns governos locais estão oferecendo incentivos financeiros bastante atrativos.

Esses programas incluem desde pagamentos diretos em dinheiro até a venda de imóveis por preços extremamente baixos, para repovoar áreas com poucos habitantes. Porém, é importante destacar que esses incentivos não estão disponíveis em grandes metrópoles como Paris, Roma ou Amsterdã, mas sim em localidades menores, que precisam aumentar sua população para garantir a sua sobrevivência e desenvolvimento econômico.
A seguir, detalho um pouco mais sobre algumas das cidades europeias que oferecem essas condições vantajosas:
1. Albinen, Suíça
Albinen é uma pequena e pitoresca vila situada a cerca de 200 km de Zurique, a maior cidade da Suíça. Com uma população que não chega a 300 habitantes, Albinen lançou um programa de incentivo à imigração em 2017, oferecendo uma quantia significativa de dinheiro para quem se mudar para lá.
Os adultos podem receber até 25.000 francos suíços (aproximadamente R$ 161.100), enquanto as crianças podem receber 10.000 francos suíços (cerca de R$ 64.445). Esse pagamento é uma oferta única e visa atrair novos moradores para evitar que a população da vila continue encolhendo. A ideia por trás desse programa é revitalizar a área e garantir a continuidade dos serviços e da infraestrutura local.
2. Sardenha, Itália
A ilha da Sardenha, no Mediterrâneo, está lidando com uma significativa diminuição de sua população, que atualmente é inferior a 3.000 habitantes. Para tentar inverter essa tendência, o governo local está oferecendo um pagamento único de 15.000 euros (aproximadamente R$ 92.000) por pessoa que decida se mudar para lá. No entanto, há uma condição importante: o valor deve ser utilizado na reforma de uma casa que será registrada como residência permanente, e não como uma casa de férias.
Além disso, dentro de 18 meses, o novo morador deve se registrar oficialmente na Sardenha como sua residência principal. O orçamento do programa é de cerca de 45 milhões de euros (R$ 280 milhões), e o governo local planeja subsidiar até 3.000 doações para ajudar a revitalizar a ilha.
3. Ponga, Espanha
Ponga, uma pequena cidade no norte da Espanha, oferece incentivos financeiros para atrair novos residentes e combater o envelhecimento da sua população. O programa local oferece até 3.000 euros (aproximadamente R$ 18.595) para famílias com filhos, e até 2.000 euros (R$ 12.397) para solteiros ou casais sem filhos.
Caso a família tenha um bebê, ela pode receber um bônus adicional de 3.500 euros (R$ 21.694) para cada novo membro da aldeia. Para participar do programa, os moradores devem comprometer-se a viver na cidade por pelo menos cinco anos, com o objetivo de impulsionar a economia local e garantir a sobrevivência da comunidade a longo prazo.
4. Antikythera, Grécia
A ilha de Antikythera, localizada no sul da Grécia, também oferece incentivos para atrair novas famílias. A Igreja Ortodoxa Grega é uma das principais responsáveis pela implementação desse programa. Os novos moradores receberiam 500 euros (cerca de R$ 3.100) por mês durante os primeiros três anos de residência, além de uma casa e um terreno para estabelecer sua vida na ilha. Esse programa tem como objetivo revitalizar a região, que tem uma população bastante reduzida, e garantir que a ilha continue habitada e mantenha sua identidade cultural.
5. Legrad, Croácia
Legrad, uma pequena cidade no norte da Croácia, foi gravemente afetada por um declínio populacional nas últimas décadas. Para reverter esse quadro, o governo croata iniciou há sete anos um programa de repovoamento, no qual oferece casas por preços simbólicos, que chegam a ser vendidos por apenas 0,80 centavos de real.
Para participar, os candidatos devem ter menos de 45 anos, estar em um relacionamento (seja matrimonial ou extramarital), ter um histórico criminal limpo e não possuir outra propriedade. Embora o programa esteja disponível para estrangeiros, o governo municipal prefere dar prioridade a cidadãos croatas. O objetivo é aumentar a população de Legrad e garantir o desenvolvimento de sua infraestrutura e serviços locais.
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