Educação financeira como pilar da justiça social
É preciso falar de justiça social e considerar que a falta de acesso à educação financeira delimita a expansão da economia brasileira. Ignorar o fato de que não partimos do mesmo ponto nos impede de avançar. Precisamos voltar alguns passos e perceber que a economia move todo o ecossistema, e a falta de conhecimento limita toda uma sociedade.
Pensar que apenas 21% dos brasileiros tiveram educação financeira na infância — como aponta a pesquisa realizada pelo C6 Bank/Ibope — e que quase 80% estão vulneráveis às mais diversas situações que a falta de dinheiro pode provocar nos traz um ponto de reflexão, mas também de ação. Estamos na era tecnológica, e usar isso a nosso favor é revolucionário.
A educação financeira precisa ser vista como uma política pública estratégica, capaz de promover transformação social real. Expandir o acesso à internet é um ponto fundamental, uma vez que os dados também apontam que esses 21% fazem parte das classes A, B e C e têm acesso à internet.
Oferecer um debate sobre o tema, para que as pessoas desenvolvam autonomia, senso crítico e a capacidade de tomar decisões assertivas relacionadas às suas finanças — desde saber diferenciar necessidades de desejos até compreender como os juros afetam sua situação econômica — é a razão pelo qual tenho trabalhado continuamente.
Fortalecer a cidadania e a inclusão social por meio da educação financeira é promover dignidade e garantir que todos tenham a chance de planejar, decidir e construir um caminho mais seguro, com liberdade e consciência.


