Conhecimento é poder
Mais do que planilhas e números, entender sobre dinheiro e economia é uma ponte para a cidadania e a liberdade financeira — pontos fundamentais para a saúde mental e a dignidade social. Em um país marcado pela desigualdade, falar sobre dinheiro de forma acessível e prática é um passo essencial para construir uma sociedade mais justa e inclusiva.
Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), entre os 48% dos brasileiros que não controlam seus gastos, as classes C, D e E têm maior predominância. Um dado importante também é o impacto na saúde mental, que acomete 80% dos inadimplentes.
Educar financeiramente é incluir. É oferecer às pessoas as ferramentas para fazerem escolhas melhores, saírem do endividamento, planejarem o futuro e acessarem oportunidades que antes pareciam distantes. Enxergar o dinheiro sob uma perspectiva de transformação e como agente de empoderamento pode ressignificar vidas, reduzir desigualdades e fortalecer a economia social.
O cartão de crédito — tido como vilão — pode ser mais uma possibilidade econômica quando se entende como e quando usá-lo. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC, mais de 77% das famílias brasileiras estavam endividadas em 2024. Dentre os principais motivos estão o uso descontrolado do cartão de crédito e a inexistência de planejamento financeiro — ambos reflexos diretos da ausência de informação.


