Hoje o “S” de saúde, assunto ao qual estou focada, vai se juntar ao “S” de solidariedade. E ela tem nome: Ladidi Kuluwa Bako-Aiyegbusi. A escrita é difícil — e a missão que ela escolheu também: combater a fome no país de origem.
Estou falando da diretora do Departamento de Nutrição do Ministério Federal da Saúde e Bem-Estar Social da Nigéria, que está provocando uma revolução na nação mais populosa do continente africano, com quase 230 milhões de habitantes.
Ladidi colocou num caldeirão ferro (que combate a anemia ferropriva, o tipo mais comum), zinco (fortalece a imunidade e o crescimento), ácido fólico (importante para o desenvolvimento das células) e vitamina B12 (essencial para o sistema nervoso e a formação sanguínea). Assim nasceram cubos de caldo — que já fazem parte da culinária nigeriana — fortificados com micronutrientes capazes de combater a desnutrição, a anemia e a mortalidade infantil.

A mulher é uma máquina de boas ideias. Ela também lidera projetos de fortificação de farinha de trigo, de milho e de sal com iodo, com o objetivo de criar uma rede de proteção nutricional, lançando mão de alimentos básicos consumidos pela população mais pobre.
Com destreza, tem conseguido unir governos, indústrias de alimentos, agências reguladoras e universidades em torno de um bem maior: o desenvolvimento de políticas públicas de combate à insegurança alimentar, com foco em crianças, mulheres e comunidades vulneráveis. Como diria minha mãe: “Uma andorinha só não faz verão.” E ela entendeu.


