Aos 76 anos, o mundo se despede de um dos nomes mais icônicos do rock: Ozzy Osbourne. Conhecido como “Príncipe das Trevas” e “Padrinho do Heavy Metal”, o vocalista da lendária banda britânica Black Sabbath faleceu na manhã desta terça-feira, 22 de julho, cercado por sua família, conforme informou um comunicado oficial. Embora a causa da morte não tenha sido confirmada, Ozzy sofria com a doença de Parkinson e vinha enfrentando sérias limitações de mobilidade.

Conheça um pouco da trajetória de Ozzy Osbourne
Muito além da música, Ozzy construiu um império que atravessa décadas. Estima-se que seu patrimônio líquido, segundo o site especializado Celebrity Net Worth, seja de cerca de US$ 120 milhões, o equivalente a mais de R$ 660 milhões em valores atualizados pela cotação do dólar a R$ 5,50. Parte dessa fortuna foi construída com a venda de mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo, incluindo sua carreira solo e os anos à frente do Black Sabbath.
A trajetória financeira de Ozzy Osbourne é tão marcada por excessos quanto por inteligência empresarial. Após ser demitido do Black Sabbath em 1979 devido ao abuso de álcool e drogas, ele deu a volta por cima ao lançar uma carreira solo que se mostrou extremamente lucrativa.
Seus 11 álbuns solo, muitos deles campeões de vendas, consolidaram sua marca pessoal. Estima-se que o cantor recebia entre US$ 150 mil e US$ 250 mil (de R$ 825 mil a R$ 1,37 milhão) por show nos anos 2000 e 2010.
Seu último grande evento, o show beneficente Back to the Beginning, realizado em 5 de julho em Birmingham, reuniu dezenas de milhares de fãs e arrecadou US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27,5 milhões) para instituições de caridade.
The Osbournes
Mas a fonte de receita de Osbourne ia além dos palcos. Em 2002, ele protagonizou com a família o reality show The Osbournes, exibido pela MTV, que mostrava o cotidiano da família disfuncional e excêntrica. O programa foi um sucesso de audiência e rendeu um Emmy Award, além de aumentar significativamente os ganhos do artista com publicidade e licenciamento de imagem. Estima-se que o contrato com a emissora tenha rendido US$ 20 milhões (mais de R$ 110 milhões).
Empreendedor, Ozzy também explorou o mercado de merchandising como poucos artistas de sua geração. Camisetas, bonés, edições especiais de discos, documentários e até bonecos colecionáveis com sua imagem estão entre os produtos licenciados. O cantor ainda investiu em imóveis: possuía casas de alto padrão na Califórnia e no Reino Unido. A mansão em Hancock Park, em Los Angeles, por exemplo, foi listada por US$ 18 milhões (cerca de R$ 99 milhões) em 2021.
Outro marco empresarial importante foi a criação do festival Ozzfest, idealizado por sua esposa e empresária, Sharon Osbourne. O evento, iniciado em 1996, reuniu grandes nomes do rock e heavy metal e se transformou em um negócio milionário. Ao longo dos anos, estima-se que tenha gerado uma receita total superior a US$ 100 milhões (R$ 550 milhões).
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Apesar de sua fortuna expressiva, a trajetória de Ozzy foi marcada por altos e baixos, incluindo problemas legais, escândalos envolvendo drogas e episódios de violência doméstica, além de conflitos familiares. Ainda assim, Sharon, sua esposa desde 1982, esteve ao seu lado durante décadas e foi peça-chave para reerguer sua carreira.
O legado do Príncipe das Trevas
O legado do cantor também é cultural. Ele foi premiado com um Grammy em 1993 e introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2006 ao lado dos integrantes do Black Sabbath. Em 2023, Ozzy chegou a comentar que não esperava viver até os 60 anos, muito menos ser dono de propriedades em duas das regiões mais caras do mundo, como Buckinghamshire (Reino Unido) e Beverly Hills (EUA).
Ozzy deixa seis filhos, sendo três do primeiro casamento com Thelma Mayfair e três com Sharon Osbourne: Jack, Kelly e Aimee. Os direitos sobre suas músicas e imagem seguem sendo valiosos ativos financeiros que devem beneficiar os herdeiros por décadas, sobretudo com a crescente demanda por catálogos de artistas clássicos no mercado de streaming e licenciamento.
O “Príncipe das Trevas” sai de cena deixando um legado musical irreparável e uma fortuna que o posiciona entre os artistas mais ricos da história do rock. Sua história é exemplo de como o talento, aliado a uma marca forte e a boas decisões empresariais, mesmo que em meio ao caos, pode transformar a arte em um império bilionário.


