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Como as diferentes gerações utilizam os shoppings centers?

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Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em parceria com o grupo de inteligência de consumo Consumoteca, trouxe dados que ajudam a compreender como os brasileiros, de diferentes faixas etárias, utilizam e percebem os espaços dos shopping centers no país.

O levantamento, intitulado Shopping Multigeracional, segmenta o comportamento dos consumidores em cinco grupos: baby boomers (60 a 80 anos), geração X (45 a 59 anos), millennials (30 a 44 anos), geração Z (15 a 29 anos) e geração Alpha (até 14 anos).

Praça de alimentação segue como espaço preferido por todas as gerações nos shoppings, segundo pesquisa da Abrasce e Consumoteca | Foto: Reprodução/Canva
Praça de alimentação segue como espaço preferido por todas as gerações nos shoppings, segundo pesquisa da Abrasce e Consumoteca | Foto: Reprodução/Canva

Cada geração, uma percepção

Para os baby boomers, os shoppings têm um papel importante como espaço de convivência e segurança. O ambiente controlado e com infraestrutura adaptada é apontado como um fator que estimula a frequência, principalmente entre os idosos que vivem sozinhos ou buscam locais para socialização.

A geração X o percebe como um centro de conveniência. Entre os entrevistados dessa faixa etária, os estabelecimentos são vistos como locais que concentram serviços diversos, como farmácias, supermercados, papelarias e academias, o que otimiza tempo e deslocamento.

Os millennials destacam que o local faz parte do estilo de vida contemporâneo. A possibilidade de conciliar refeições, trabalho remoto, autocuidado, cinema e compras rápidas em um mesmo local é apontada como um diferencial. Muitos relatam o uso dos espaços para trabalhar com notebooks em cafeterias ou coworkings.

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Já a geração Z demonstra uma visão integrada entre o mundo físico e digital. Jovens de 15 a 29 anos relatam que realizam pesquisas de preços online antes de visitar as lojas físicas. O shopping é percebido como uma vitrine real que complementa a experiência digital de consumo.

A geração Alpha, composta por crianças e pré-adolescentes, associa os shoppings a espaços de diversão. Para esse grupo, brinquedotecas, cinemas, lojas de doces e sorveterias são os principais atrativos.

Conversamos com Roberto Fernandes, chefe de família e gerente de atendimento de uma empresa de tecnologia, que nos revelou que muitas vezes leva os dois filhos ao shopping e fica trabalhando do local, pois nem sempre consegue conciliar os passeios com sua agenda.

“Ao invés de deixá-los em casa ou apenas os levar até o shopping, prefiro ficar trabalhando de um café e depois consigo fazer algo com eles. Tudo bem que são adolescentes, mas essa dinâmica facilita muito o tempo”, explica.

Praça de alimentação é unanimidade entre as idades

A pesquisa também investigou os ambientes preferidos dentro dos shoppings. A praça de alimentação aparece como o local mais valorizado por todas as gerações. Em uma escala de 1 a 5, foi avaliada com nota 4 pelos baby boomers, gerações X e Z, e recebeu nota máxima dos millennials.

Entre os millennials e a geração Z, o cinema também figura entre os principais atrativos, com nota 5 e 4 respectivamente. Esses espaços são reconhecidos como ambientes de lazer e entretenimento com forte apelo cultural.

As crianças da geração Alpha demonstraram preferência por operações como sorveterias e milkshakerias, que também receberam nota máxima. A geração Z também atribuiu nota 4 a essas opções.

Impacto para o varejo e para os gestores dos shoppings

Os dados do levantamento podem ser utilizados por varejistas e administradores de shoppings para desenvolver estratégias mais segmentadas, alinhadas às necessidades e comportamentos de consumo das diferentes gerações.

A diversificação de serviços e o investimento em experiências que integrem canais digitais e presenciais têm se mostrado essenciais para atrair especialmente os consumidores mais jovens, enquanto estruturas que promovam conforto, acessibilidade e segurança têm sido prioritárias para manter a frequência de públicos mais velhos.

O estudo da Abrasce e Consumoteca reforça que o papel dos shoppings vai além das compras. Eles funcionam como espaços sociais, culturais e de bem-estar, refletindo a evolução do comportamento do consumidor brasileiro.

*Informações foram obtidas a partir da divulgação oficial do estudo “Shopping Multigeracional”, realizado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) em parceria com a Consumoteca, publicado pelo portal Meio & Mensagem.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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