Em um momento de crescentes demandas sociais, o Terceiro Setor, que reúne ONGs, associações, fundações e institutos, se consolida como uma das principais redes de solidariedade e transformação social no país. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil conta atualmente com 929.748 organizações ativas, número que reflete a força e a diversidade dessa atuação.
O segmento também se destaca no cenário global. De acordo com o Relatório de Mercado Global de ONGs e Organizações de Caridade 2025, produzido pela The Business Research Company, o Terceiro Setor movimentou cerca de US$ 330,11 bilhões em todo o mundo no ano de 2024. A projeção é de que esse valor chegue a US$ 435,07 bilhões até 2029, impulsionado por uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,7%.
No Brasil, o ritmo é semelhante. Entre janeiro e julho de 2025, o governo federal registrou R$ 765,9 milhões captados pela Lei Rouanet, enquanto a Lei de Incentivo ao Esporte deve ultrapassar neste ano a marca de R$ 1 bilhão captados em 2024. No mesmo período, o Estado de São Paulo e as prefeituras paulistas destinaram mais de R$ 26 bilhões a contratos com entidades sociais.
Além do dinheiro público, o investimento privado vem ganhando força. Empresas ampliam sua presença por meio de fundos corporativos, patrocínios, editais empresariais e programas de responsabilidade social (ESG). Também crescem as doações digitais, com destaque para campanhas de financiamento coletivo, assinaturas recorrentes e parcerias em plataformas especializadas.



