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Felicidade possível: como reencontrar propósito e dignidade no corre de 2026

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O corre da Geração Z e o cansaço de viver sempre no limite

O corre da geração.com — como a Geração Z é chamada pelo Instituto Quaest — é real: trampo, estudo, bicos para aumentar a renda, empreendedorismo digital, conteúdo, lançamento atrás de lançamento. Segundo o Quaest, essa geração vive numa lógica de hiperconexão: tudo é agora, tudo é rápido, tudo tem que performar.

Só que viver só na labuta cansa — e o burnout bate forte. Inúmeros pesquisadores que estudam regulação emocional e relações significativas já mostraram: sem pausa, não há presença; sem conexão, não há saúde. A saída não é negar o corre — é criar o autocorre: pausar, respirar, resgatar valores pessoais, revisitar intenções. É desse ponto que nascem conexões autênticas — entre amigos, entre marcas e consumidores, entre quem está tentando se encontrar no meio do caos.

E tem uma tendência que já está rolando forte: a vida real virou prestígio. A Geração Z prefere autenticidade à perfeição. Mostrar vulnerabilidade, falar de ansiedade, admitir solidão — tudo isso deixou de ser fraqueza. Virou linguagem. Virou vínculo. No mundo em que todo mundo cria avatar, ser de verdade virou diferencial. Não é só o tênis caro ou o celular novo; é ter coragem de mostrar quem você é sem filtro. Como manda o MC Hariel: “não é só sobre dinheiro, é sobre viver com verdade”.

O sucesso também mudou de régua. Não é mais só sobre chegar ao topo. Ele deixou de ser “explodir” e virou “não desmoronar”. Vale a pena se matar para bater meta inalcançável ou vale mais construir uma vida que não te derruba?

O corre continua, mas precisa de espaço para esperança, bondade, entusiasmo, relações que sustentam e saúde mental que caiba na rotina. Porque, no fim, como diz Michel Alcoforado, “ter paz talvez seja a grande tendência de luxo da próxima década” — e paz não pode ser privilégio só de quem pode viajar ou morar perto do trampo.

É aqui que a autonomia vira o coração da história. Autonomia financeira importa, claro. Mas autonomia emocional é o que sustenta. Alinhar ação com valor, ter controle sobre a própria narrativa, fazer escolhas que combinem com quem você quer ser, saber para onde você quer levar sua vida — é isso que importa. Sem propósito, autonomia vira vazio. Com propósito, vira liberdade.

A virada de 2026 pede isso: reescrever expectativas. Menos pressão externa, mais voz interna. Menos o que o sistema exige, mais o que faz sentido para você. Por favor, entenda: não é sobre conformismo. É sobre autoafirmação consciente. É sobre florescer no meio do corre, com seu DNA, sua música, sua moda, sua autonomia.

No fim, felicidade não é leveza constante. É resistência criativa. É como um beat de funk: pode nascer no meio da quebrada, cheio de ruído, mas vira som que move multidões. Acredite: você merece ser feliz!

Sobre o autor Rodrigo de Aquino

Comunicólogo, palestrante e consultor corporativo em felicidade e bem-estar, especialista em Psicologia Positiva e Desenvolvimento Humano. Apresenta o programa Diálogos Contemporâneos no WhE Play

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