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Blocos de carnaval para bebês e idosos viram negócio e faturam R$ 70 mil

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O carnaval antigamente frequentado por adolescentes, não é mais só para jovens. Este ano de 2026, revelou em cidades como São Paulo e Nova Friburgo (RJ), exemplo de empreendedores que criaram blocos voltados para bebês e idosos e transformaram inclusão em oportunidade de renda, com faturamento que pode chegar a R$ 70 mil no mês da folia.

A tendência revela como eventos populares podem virar fonte de trabalho e renda para famílias e pequenos negócios, principalmente nas classes C, D e E, onde o carnaval é também uma oportunidade econômica importante.

Leia também: Brasil deve ter o maior Carnaval da história e movimentar até R$ 20 bilhões na economia

Blocos de carnaval adaptados para bebês e idosos mostram como inclusão pode gerar renda e novas oportunidades para pequenos empreendedores | Foto: Reprodução/Canva
Blocos de carnaval adaptados para bebês e idosos mostram como inclusão pode gerar renda e novas oportunidades para pequenos empreendedores | Foto: Reprodução/Internet

Carnaval inclusivo gera renda extra

O bloco voltado para bebês nasceu depois que um empresário adaptou um berço para levar o filho ao carnaval. O vídeo viralizou e virou um evento estruturado, com fraldário, espaço para amamentação, som controlado e áreas com sombra.

Hoje, o bloco reúne cerca de 10 mil pessoas e recebe patrocínio de empresas do setor infantil. Mesmo sendo gratuito para o público, a venda de cotas e parcerias garante faturamento que pode chegar a R$ 70 mil durante o carnaval.

Além disso, o evento serve como vitrine para outros serviços pagos ao longo do ano, como festas infantis e encontros para famílias. Para quem empreende, isso mostra como adaptar um serviço para públicos específicos pode gerar renda sem precisar de grandes investimentos.

Blocos para idosos impulsionam negócios de saúde

No interior do Rio, em Nova Friburgo, a psicopedagoga e geronmotricista (prática psicomotora preventiva e terapêutica voltada para idosos, que associa movimentos físicos com estimulação cognitiva, sensorial e social) Beatriz Rimes criou um bloco voltado para idosos após trabalhar com estimulação cognitiva em uma instituição de longa permanência.

O desfile contou com voluntários, pontos de descanso, trajeto curto e apoio de uma clínica parceira. O resultado foi aumento de cerca de 150% na procura pelos serviços da clínica após o carnaval. Eventos assim ajudam idosos a socializar, melhoram a saúde mental e ainda geram novos clientes para serviços de saúde e bem-estar.

O impacto econômico do carnaval para pequenos empreendedores

O carnaval movimenta bilhões de reais no Brasil todos os anos e abre espaço para quem quer empreender com criatividade. Blocos temáticos, comida caseira, fantasias e serviços de apoio podem gerar renda extra para famílias que trabalham informalmente.

Para quem vive com orçamento apertado, aproveitar eventos populares para vender produtos ou serviços pode ser uma estratégia para pagar contas, quitar dívidas ou juntar dinheiro.

Inclusão também é oportunidade

A criação de blocos para públicos específicos mostra que inclusão e negócio podem caminhar juntos. Quando eventos são planejados para bebês, idosos ou pessoas com deficiência, mais famílias participam e o público aumenta, consequentemente gera novas oportunidades para quem empreende.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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