Bonito amplia sua vocação turística com o cinema
O movimento coloca Bonito ao lado de um fenômeno que já rendeu bons frutos em outras cidades pequenas: o CineOP, em Ouro Preto, e a Mostra de Tiradentes, ambas em Minas Gerais, além do Fica, em Goiás Velho, este último, aliás, primo direto do CineSur na aposta em cinema e meio ambiente.

São festivais que provaram que curadoria e identidade valem mais do que estrutura de metrópole, e que transformam cidades históricas e turísticas em praças de debate cultural fora do eixo Rio–São Paulo. Isso é resultado de quando sociedade, poder público e setor privado enxergam nas artes, possibilidades. Esse já é um Oscar de Bonito.
A diferença é que Bonito ainda faz — por enquanto — esse cinema sem ter, ela mesma, uma sala de cinema. É a lacuna que a cidade e o festival já assumem como cenas dos próximos capítulos.
Que Bonito, que já exporta paisagem, siga exportando cultura e vontade — e que a quinta edição, Oxalá permita, já seja celebrada com um cinema para chamar de seu.


