Enquanto boa parte do mercado esportivo ainda associa patrocínio odontológico a algo estético, vem da Orthopride uma aposta diferente: colocar uma clínica dentro do próprio clube. Assim nasceu uma parceria com o Fluminense, voltada às categorias de base e ao futebol feminino.

A ideia central do projeto é simples de explicar, mas trabalhosa de executar: acompanhar a saúde bucal dos atletas com a mesma seriedade com que se acompanha um músculo ou uma articulação. A dentista Suzi Martins, especialista em Odontologia do Esporte responsável pelo trabalho no clube, explica que o cuidado bucal entrou de vez no radar da preparação física.
“A literatura científica tem demonstrado uma associação entre condições de saúde bucal, processos inflamatórios, episódios de dor, infecções odontológicas e aspectos relacionados à disponibilidade do atleta para treinar e competir”, afirma.
De acordo com a especialista, isolar o efeito de uma variável só é praticamente impossível quando se fala em desempenho esportivo. “A nossa experiência prática ao longo do acompanhamento da equipe nos permite observar, de forma consistente, uma importante contribuição do suporte odontológico especializado para a manutenção da saúde dos atletas.”
A triagem não é um atendimento pontual, tampouco algo reservado a quem sente dor. Todo atleta que chega às categorias de base passa por uma avaliação completa logo no início da temporada, e quem ingressa no clube fora do período também recebe o cuidado, atuando tanto na prevenção quanto no pronto-atendimento.
Orthopride aposta em marca, propósito e resultado de negócio
Para a Orthopride, o projeto também cumpre um papel estratégico. A empresa já é conhecida por patrocinar nomes como Gabriel Medina e Caio Castro, além de atletas ligados ao surfe de ondas grandes, caso de Lucas Chumbo e Lucas Fink. Mas, com o time tricolor das Laranjeiras, a lógica é outra, construindo autoridade técnica.
“Esse trabalho nos posiciona como referência em Odontologia do Esporte, uma área ainda pouco explorada no Brasil, e demonstra, na prática, que odontologia também é saúde e performance, não apenas estética”, resume Victória Farizel, gerente de marketing da Orthopride.
Há ainda iniciativas de relacionamento com a torcida, com campanhas voltadas à base de sócios-torcedores do clube. “Acompanhamos indicadores, como engajamento, geração de leads e conversão, o que nos permite avaliar o impacto das nossas ações também sob a perspectiva do negócio”, explica.
Com o volume de atendimentos já realizado, a Orthopride começa a olhar além. Ainda não há negociações específicas com outros clubes, mas, segundo a gerente, o projeto não deve se restringir a um único parceiro.
“Acreditamos que esse é um modelo com potencial de expansão. É uma oportunidade de levar para outros ambientes esportivos, mostrando como a odontologia pode contribuir para a saúde, o bem-estar e a performance dos atletas.”
Se depender dos resultados já observados no Fluminense, o próximo capítulo dessa história pode não demorar a começar.


