O preço do café aumenta. A gasolina muda de valor. Uma decisão tomada em Brasília pode alterar o orçamento de uma família. Enquanto isso, notícias sobre Bolsa de Valores, clima, programas sociais e acontecimentos internacionais continuam chegando todos os dias. É nesse encontro entre as grandes notícias e a vida de quem está do outro lado da tela que nasce o SuperMercado.
O jornal diário explica como acontecimentos econômicos e políticos do Brasil podem afetar o bolso e a rotina dos consumidores. O programa terá duas edições, uma pela manhã e outra à tarde, e será exibido como canal FAST, sigla em inglês para Free Ad-Supported Streaming Television, modelo de televisão gratuita com publicidade, na plataforma de streaming LG Channels, da fabricante LG, no canal 146.

Em vez de ficar apenas nos indicadores e termos usados no mercado financeiro, o programa parte de situações que fazem parte do cotidiano, como uma mudança no preço dos alimentos, o pagamento do Bolsa Família ou uma decisão de política pública que pode chegar ao orçamento doméstico.
Para Edu Carvalho, apresentador do programa, essa é justamente uma das características que devem marcar o SuperMercado. “A principal proposta é trazer as notícias do dia a dia de uma maneira descomplicada, simples, acessível e com muita leveza.”
Ana, que também apresenta o projeto, destaca que o objetivo é levar informação para quem nem sempre tem tempo de acompanhar cada assunto em detalhes. A ideia, segundo ela, é fazer com que o público consiga entender aquilo que realmente pode interferir em sua vida.
O resultado é um programa que pretende olhar para a economia a partir de quem precisa lidar com ela todos os dias. A seguir, Edu e Ana contam como essa proposta foi construída e o que o público pode esperar do SuperMercado.
“Tudo o que você sentir que está falando com a vida brasileira, a gente vai fazer”
Qual é a principal proposta do programa?
Edu: A principal proposta é trazer as notícias do dia a dia de uma maneira descomplicada. Nós não queremos um jornal que seja engessado e que não dialogue com as questões que falam ao bolso e à vida brasileira. Então, esse é o principal diferencial.
Ana: O foco aqui é informar e educar sobre tudo relacionado ao mundo das finanças de forma simples e acessível.
Que assuntos do cotidiano entram nessa conversa?
Edu: Vai entrar mudança de preço dos alimentos, mudança da gasolina, educação financeira, questões que passam e que as pessoas não sabem. Também vamos falar com pessoas que fazem parte de programas sociais. A gente tem um apelo de informar o que está acontecendo no Brasil e também no mundo, como isso dialoga com a gente em diversas questões, o que está sendo votado como política pública e que impacta a vida brasileira muito diretamente. Então, tudo o que você sentir que está falando com a vida brasileira, a gente vai fazer, vai falar.
Ana: Para além disso, também trazemos notícias sobre o clima, como os brasileiros podem se preparar para eventos culturais de grande porte que irão acontecer em determinada cidade do Brasil e notícias internacionais de grande impacto.
Um jornal pensado para diferentes realidades
Por que falar de dinheiro e economia a partir da vida real das pessoas?
Edu: Porque isso é totalmente a gente, né? Acho que, quando a gente faz um projeto como esse, como o SuperMercado, você entende que as mesmas questões não são para todo mundo. Você tem diferentes partes do Brasil, regiões, cidades, bairros. Um Brasil de dimensões continentais, vivendo realidades que não são as mesmas e que dialogam, acabam vivendo os mesmos problemas, mas de formas diferentes.
Então, a gente entende que dinheiro vai ser lido por uma coisa no Sudeste, comportamento vai ser lido por um outro viés no Nordeste, consumo vai ser um outro tipo no Nordeste. E está aí também a nossa pluralidade em relação à riqueza de saberes e de formas de adaptação à economia.
Isso é muito interessante porque a gente traz ali uma questão que pode dialogar sobre o mesmo assunto e aplicar o que melhor funciona em relação aos diferentes contextos. Então, acho que esse é um grande ganho que a gente tem no SuperMercado e que vamos explorar bastante.
Ana: Um dos motivos pelos quais decidimos falar sobre esses temas a partir da vida real das pessoas é que o dinheiro, elemento no qual se baseia toda a ideia do que são as finanças, é poder. E esse poder está na mão de milhões de brasileiros que todos os dias batalham muito para fazer sua grana render.
E, para ela render, muitas vezes é necessário saber sobre assuntos que impactam diretamente o seu bolso para, inclusive, tomar decisões importantes na sua vida. Esse tema é algo que também nos atravessa por aqui, incluindo as nossas gerações familiares.
O que o público ainda entende pouco quando o assunto é dinheiro, consumo e comportamento?
Ana: Acho que uma grande dificuldade do público é dar conta de entender todos os termos que circulam por esses temas e, principalmente, passar pela “peneira” as informações que os impactam, para deixar somente aquilo que sabem que vai impactá-los. Talvez até mesmo entender o que irá impactá-los.
O público que queremos alcançar com o SuperMercado é o público que ficará mais preocupado com a alta no preço do café, com o reajuste da cesta básica, com o aumento do valor do transporte público. É um público que muitas vezes não tem tempo para explorar cada termo e notícia em específico.
Como transformar assuntos complicados em um conteúdo mais leve?
Ana: Acho que o nosso principal recurso que vai tornar tudo isso possível é a linguagem e o formato que iremos utilizar para trazer cada notícia. A linguagem é um assunto polêmico quando pensamos em áreas como finanças, que possuem tantos termos próprios do famoso “economês”, e também pode se tornar um desafio, porque é um verdadeiro compromisso fazer essa adaptação.
Durante a produção, alguma conversa ou teste mudou a maneira como vocês enxergavam o programa?
Ana: Com certeza. Ao longo dos pilotos, em especial para o SuperMercado à noite, fizemos um teste para deixar a edição mais descontraída e próxima do que seria “alegre”. Desde a seleção das notícias até a forma como apresentamos, e gostamos muito do resultado.
Entendemos ali que não faz sentido encerrar o dia com uma edição um pouco “baixo-astral”, ainda mais colocando no contexto dos nossos telespectadores, que trabalharam o dia inteiro ou que já possuem muitas preocupações da rotina que acabam tomando conta durante o dia.
SuperMercado: qual é o principal diferencial do programa?
Ana: Acredito que seja o formato, voltado para a educação financeira e para o acesso a notícias que vão, em especial, impactar o seu bolso e o seu cotidiano. Mas acho que também o nosso principal público, que é o brasileiro que inicia o dia às cinco da manhã e termina às dez da noite.
É um público que, por diversos motivos, não pode ter tanto contato com temas relacionados a finanças, mas que sabe a importância da educação financeira para a sua rotina. Acho que esses são os principais diferenciais do SuperMercado.
Edu: Nós não queremos um jornal que não dialogue com as questões que falam ao bolso e à vida brasileira. Então, esse é o principal diferencial.
Que situações do dia a dia vocês gostariam que o público reconhecesse no programa?
Edu: Acho que nós nos reconhecemos, né? A gente dialoga. Eu acho que o que acaba com a quarta tela é justamente a gente se colocar também muito próximo a essas pessoas. Eu já passei por dívida, já passei por quebra, cartão cortado. Então, acho que é um pouco disso. A gente também se vê representado.
Ana: Gostaríamos que o público consiga trazer o que vê ou aprende no SuperMercado para o seu cotidiano e que, talvez até mesmo no momento de tomar decisões financeiras grandes ou pequenas, lembre de alguma fala ou momento do SuperMercado que o ajude a bater o martelo.
Seja em relação a um investimento ou até para lembrar quando vai cair a próxima parcela do Bolsa Família, para poder se organizar.
O que vocês esperam que o telespectador leve do programa para a própria vida?
Ana: O principal: que o tema finanças é para todo mundo, de todo lugar. E que ele não precisa ser complicado nem impossível de entender. Ao contrário, queremos mostrar com o SuperMercado que ele está mais próximo e acessível do que parece.


