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Conheça 6 técnicas japonesas para motivação e produtividade

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Quem nunca deixou para depois aquela tarefa importante? Ou adiou o início de um novo projeto por medo do fracasso?

A procrastinação é um hábito comum que pode sabotar nossos objetivos. Seja por falta de motivação, excesso de perfeição ou simplesmente por comodismo, adiamos o que deveríamos fazer, perdendo tempo e oportunidades.

Técnica Ikigai para encontrar motivação e propósito na vida.
Descubra 6 técnicas japonesas práticas, como Ikigai e Kaizen, para vencer a procrastinação, melhorar a motivação e aumentar sua produtividade |Foto: Reprodução/Freepik

Algumas técnicas baseadas na sabedoria japonesa, conhecida por sua praticidade e eficiência, oferecem diversas dicas para superar a preguiça e impulsionar a produtividade.

1. Ikigai

O termo “ikigai” não tem uma tradução direta do japonês, mas basicamente significa a razão pela qual você vive e se levanta todos os dias.

No Ocidente, esse conceito é muitas vezes representado por um diagrama com quatro partes: o que você ama, o que você é bom em fazer, o que o mundo precisa e pelo que você pode ganhar dinheiro.

Ken Mogi, neurocientista e autor de Awakening Your Ikigai, explica que o ikigai é uma ideia antiga e muito familiar para os japoneses, podendo ser traduzido de forma simples como “uma razão para se levantar pela manhã” ou, de forma mais poética, “acordar com alegria”.

A psicóloga japonesa Michiko Kumano (2017) descreve o ikigai como um estado de bem-estar que vem da dedicação às atividades que você ama fazer, trazendo também uma sensação de satisfação.

Em resumo, o ikigai é encontrar algo que te motive todos os dias, uma razão para seguir em frente. Pode ser algo simples, como ter um pequeno jardim, cuidar de um pet ou aprender algo novo a cada dia.

2. Kaizen

A filosofia Kaizen se baseia em fazer pequenas mudanças e melhorias constantes em todas as áreas da vida.

Essa abordagem é diferente da ideia de querer dominar algo logo no início, o que além de ser irrealista, pode causar frustração e levar ao abandono dos objetivos.

Na prática, a filosofia Kaizen sugere definir pequenas metas diárias e focar nas melhorias contínuas. A chave é se comprometer a dar pelo menos um passo em direção ao seu objetivo.

Esses pequenos passos ajudam a vencer a preguiça e a criar um ritmo constante de produtividade. Além disso, permitem perceber aos poucos o que pode ser melhorado.

Essa técnica surgiu no Japão após a Segunda Guerra Mundial e, por exemplo, é um dos princípios que a empresa Toyota usa no seu modelo de produção.

A tradução de Kaizen para o português é “melhoria constante”, sendo “Kai” (mudança) e “Zen” (para melhor).

A filosofia Kaizen é uma forma de garantir qualidade máxima, eliminar desperdícios e melhorar a eficiência, tanto em equipes quanto nos processos de trabalho.

3. Técnica Pomodoro

Quando uma tarefa parece difícil, seja por ser cansativa ou exigir muita atenção, essa técnica pode ser muito útil.

Criada pelo italiano Francesco Cirillo no final dos anos 1980, ela é bastante usada no Japão para aumentar a produtividade e tornar as atividades diárias mais leves. A técnica é chamada “pomodoro”, por causa dos cronômetros em forma de tomate usados para medir o tempo.

Matthew Bernacki, professor da Universidade da Carolina do Norte (UNC), nos Estados Unidos, explicou que essa técnica, baseada em blocos de tempo, ajuda a evitar distrações.

Por exemplo, ajuste o cronômetro para 25 minutos e, durante esse tempo, concentre-se totalmente em estudar ou fazer uma tarefa, seja ela mental ou física, sem se distrair.

Depois, faça uma pausa de cinco minutos para dar uma recompensa ao cérebro, como um lanche ou dar uma olhada nas mensagens. Depois, volte para mais 25 minutos de estudo ou trabalho.

Essa técnica ajuda a evitar distrações e mantém o cérebro motivado com a ideia de uma “recompensa”.

4. Hara Hachi Bu

“Não coloque no estômago (Hara) mais do que 80% do que você gostaria de comer (Hachi Bu).”

Essa é a ideia central dessa técnica, que basicamente ensina a evitar comer até se sentir completamente cheio.

E como isso se relaciona com produtividade e preguiça? Pense em como você se sente depois de uma refeição pesada, quando fica bem satisfeito. A vontade de dormir aparece, não é?

A solução está nessa prática, que vem de Okinawa, onde as pessoas seguem esse conselho para controlar o que comem.

A psicóloga Susan Albers explica que essa técnica ajuda a aprender a parar de comer quando você já está satisfeito, mas não completamente cheio.

De acordo com a Cleveland Clinic, ao olhar para o seu prato, imagine a quantidade que o faria sentir-se cheio e então calcule 80% dessa porção. Isso pode ser cerca de dois terços da comida no prato.

O objetivo é se sentir satisfeito, mas não excessivamente cheio.

5. Shoshin

Esse conceito vem do budismo zen e significa “mente de principiante”.

A ideia foi apresentada pelo monge Shunryū Suzuki, que afirmou que, na mente do principiante, há muitas possibilidades, enquanto na do especialista, há poucas.

Essa técnica nos ensina a abordar tudo o que fazemos com uma atitude aberta, sem julgamentos ou ideias pré-concebidas, não importa o quanto já saibamos sobre o assunto. É como faria alguém que está começando.

Isso nos ajuda a aceitar que não sabemos tudo. De acordo com a revista Forbes India, vários estudos mostraram que essa atitude de humildade traz muitos benefícios para quem a adota.

Por quê? Porque ver as coisas com curiosidade e uma mente aberta nos motiva a continuar, ser criativos e ter coragem para tentar coisas novas.

6. Wabi Sabi

O conceito de wabi-sabi é difícil de traduzir e até de definir na cultura japonesa.

Ele surgiu no taoísmo, durante a dinastia Song na China (960-1279), e depois foi adotado pelo budismo zen.

No início, wabi-sabi era visto como uma maneira de apreciar algo simples e modesto. Hoje, o termo abrange uma aceitação tranquila das coisas que são temporárias, naturais e até tristes, valorizando o que é imperfeito e incompleto em várias áreas, como arquitetura, cerâmica e arranjos florais.

Lily Crossley-Baxter escreveu que, ao buscarmos criar coisas perfeitas e tentar preservá-las, estamos ignorando seu verdadeiro propósito e perdendo a alegria que vem com as mudanças e o crescimento.

Quando pensamos em produtividade, em fazer algo ou em nos dedicar a um hobby, o wabi-sabi sugere que devemos abraçar a imperfeição em vez de nos preocuparmos demais com os detalhes. Em outras palavras: “o perfeito é inimigo do bom”.

Isso acontece porque, ao insistirmos na perfeição e ficarmos obcecados com cada pequeno detalhe, podemos acabar perdendo um tempo valioso.

Leia também: Saiba o impacto da educação empreendedora na formação de líderes

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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